- Metalúrgicos da Embraer em São José dos Campos suspenderam a greve iniciada no dia anterior.
- A categoria pedia um aumento salarial de 11%, um vale-compras de R$ 1.000 e a manutenção de direitos na convenção coletiva.
- A proposta da empresa foi aumentada de 5,05% para 5,5%, mas foi rejeitada pelos trabalhadores, que apresentaram uma contraproposta de 9,5%.
- Os metalúrgicos exigem a assinatura da convenção coletiva sem a retirada de direitos, incluindo estabilidade no emprego para vítimas de doenças e acidentes de trabalho.
- A presença da Polícia Militar durante a assembleia foi denunciada como uma tentativa de intimidação pelos trabalhadores.
Em assembleia realizada nesta quinta-feira, 18, os metalúrgicos da Embraer em São José dos Campos decidiram suspender a greve iniciada na manhã anterior. A categoria reivindicava um aumento salarial de 11%, além de um vale-compras de R$ 1.000 e a manutenção de direitos na convenção coletiva.
A proposta da Embraer, inicialmente de 5,05%, foi aumentada para 5,5% após a paralisação, mas foi rejeitada pelos trabalhadores. Em resposta, os metalúrgicos apresentaram uma contraproposta de 9,5%. O Sindicato dos Metalúrgicos informou que a nova reivindicação será encaminhada à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que representa a empresa nas negociações.
Intimidação e Mobilização
Os trabalhadores também exigem a assinatura da convenção coletiva sem a retirada de direitos, que inclui a estabilidade no emprego para vítimas de doenças e acidentes de trabalho. Desde 2017, a convenção não é renovada pela Fiesp. O diretor do sindicato, Herbert Claros, criticou a postura da Embraer, afirmando que a empresa buscou intimidar os trabalhadores ao acionar a Polícia Militar, que esteve presente na fábrica durante a assembleia.
Os sindicalistas relataram que a polícia removeu faixas de protesto na entrada da unidade, o que foi interpretado como uma tentativa de repressão ao direito de greve. Apesar da suspensão da greve, os metalúrgicos permanecem mobilizados e atentos às próximas etapas das negociações. O presidente do sindicato, Weller Gonçalves, destacou que, se as negociações não avançarem, a categoria poderá decidir pela retomada da greve.
A Embraer, que emprega cerca de 12 mil pessoas em São José dos Campos, não se manifestou sobre os eventos recentes. A situação continua tensa, com os trabalhadores aguardando um retorno da empresa e da Fiesp.
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