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Lula e Trump fazem discursos na Assembleia-Geral da ONU em dia de debates importantes

Lula critica sanções dos EUA e defende reforma do Conselho de Segurança da ONU durante discurso na Assembleia-Geral.

Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, discursa em cúpula da ONU sobre criação de um Estado palestino (Foto: Reprodução)
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  • O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, discursou na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York no dia 23 de setembro.
  • Lula criticou as novas sanções impostas pelo governo de Donald Trump a autoridades brasileiras, incluindo o cancelamento de vistos.
  • Durante o discurso, ele chamou a guerra em Gaza de genocídio e criticou a “tirania do veto” dos Estados Unidos na ONU.
  • O presidente destacou a necessidade de reforma do Conselho de Segurança da ONU para aumentar a representatividade e a eficácia da organização.
  • Lula também se reuniu com o CEO do TikTok, Shou Zi Chew, para discutir regulação online e proteção de crianças contra crimes virtuais.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, discursou na Assembleia-Geral da ONU nesta terça-feira, 23, em Nova York, onde criticou as novas sanções impostas pelo governo de Donald Trump a autoridades brasileiras. Essas punições, que incluem o cancelamento de vistos, coincidem com a visita de Lula e são vistas como uma tentativa de interferência na soberania do Brasil.

Durante seu discurso, Lula abordou a situação da Palestina, chamando a guerra em Gaza de genocídio e criticando a “tirania do veto” dos Estados Unidos, que, segundo ele, impede avanços em questões de justiça internacional. O presidente destacou que a guerra não é apenas um ataque ao povo palestino, mas uma tentativa de eliminar seu “sonho de nação”.

Críticas ao Multilateralismo

Lula enfatizou a necessidade de reforma do Conselho de Segurança da ONU, apontando a falta de representatividade e a paralisia causada pelo poder de veto dos membros permanentes. Ele argumentou que essa situação compromete a capacidade da ONU de evitar atrocidades, como as que motivaram sua fundação. O presidente também defendeu a Organização Mundial do Comércio e pediu mais ação dos países ricos em relação ao financiamento climático.

Além disso, Lula se reuniu com o CEO do TikTok, Shou Zi Chew, para discutir regulação online e proteção de crianças contra crimes virtuais. Essa foi a única interação do presidente com empresas do setor digital durante sua estadia em Nova York.

Tensão Brasil-EUA

As tensões entre Brasil e Estados Unidos aumentaram com as sanções que afetaram não apenas Lula, mas também ministros e autoridades do Judiciário. O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que as sanções são uma agressão injusta e reafirmou seu compromisso com a independência do sistema de justiça. O Itamaraty protestou formalmente contra essas medidas, que são vistas como uma violação da soberania brasileira.

Após o discurso de Lula, Trump fez sua apresentação, defendendo os avanços de seu governo. A expectativa de um encontro entre os dois líderes não se concretizou, e ambos seguiram suas agendas na ONU, onde o debate sobre o multilateralismo continua a ser um dos principais focos.

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