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Macron propõe reconhecimento da Palestina e pede cooperação na ONU

Macron pede cessar-fogo imediato e critica apoio dos EUA a Israel, ressaltando a urgência de uma solução de dois Estados para a paz na região

Presidente da França, Emmanuel Macron, em conferência às vésperas da Assembleia Geral da ONU (Foto: Reprodução)
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  • O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou o reconhecimento do Estado da Palestina durante a 80ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York.
  • O reconhecimento ocorre em meio ao agravamento do conflito entre Israel e Hamas, que já causou milhares de mortes e uma crise humanitária em Gaza.
  • Macron pediu um cessar-fogo imediato, a libertação de reféns e a desmilitarização do Hamas, ressaltando a necessidade de um Estado palestino que reconheça Israel.
  • Ele criticou a postura dos Estados Unidos e de Israel, afirmando que a segurança de Israel não pode ser alcançada enquanto a guerra persistir.
  • A mobilização diplomática aumenta, com apoio de países como Reino Unido e Austrália, que também reconheceram a Palestina recentemente.

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou o reconhecimento do Estado da Palestina durante seu discurso na 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nesta terça-feira. O reconhecimento ocorre em meio ao agravamento do conflito entre Israel e Hamas, que já resultou em milhares de mortes e uma crise humanitária em Gaza.

Macron defendeu um cessar-fogo imediato, a libertação de reféns e a desmilitarização do Hamas, enfatizando a necessidade de um Estado palestino que reconheça Israel. Ele criticou a postura dos Estados Unidos e de Israel, afirmando que não pode haver segurança para Israel enquanto a guerra com seus vizinhos persistir. O presidente francês também destacou a importância de restaurar o espírito de cooperação da ONU, que, segundo ele, é essencial para a resolução de conflitos globais.

A decisão de Macron foi apoiada por vários países, incluindo Reino Unido e Austrália, que também reconheceram a Palestina recentemente. Em entrevista à BFM-TV, Macron refutou as alegações de que esse reconhecimento seria uma recompensa ao Hamas, afirmando que é uma estratégia para isolá-lo. Ele pediu ao presidente dos EUA que pressione Israel a encerrar o conflito, uma vez que os EUA fornecem armas que podem ser usadas na guerra em Gaza.

O discurso de Macron ocorreu em um contexto de crescente pressão internacional para uma solução de dois Estados. O secretário-geral da ONU, António Guterres, também abordou a situação em Gaza, alertando sobre a “destruição sistemática” que ocorre no enclave e a necessidade urgente de reverter tendências perigosas, como a expansão de assentamentos.

A mobilização diplomática se intensifica, com a França e outros países buscando pressionar Israel a pôr fim à guerra. A situação em Gaza continua crítica, com relatos de mais de 65.300 palestinos mortos desde o início do conflito, segundo o Ministério da Saúde do Hamas. A resposta internacional, embora simbólica, busca criar um caminho para a paz e a estabilidade na região.

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