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Congresso aprova PEC da Blindagem e encerra imunidade parlamentar

Proposta gera protestos por violar compromissos internacionais e direitos humanos, enquanto especialistas a consideram inconstitucional.

Deputados aplaudem durante a aprovação do fim da imunidade parlamentar em 2001 (Foto: Reprodução)
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  • A Câmara dos Deputados aprovou a PEC da Blindagem, que busca restaurar a imunidade parlamentar no Brasil.
  • A proposta permite que deputados e senadores sejam processados criminalmente apenas com autorização prévia do Congresso.
  • A imunidade parlamentar foi extinta em 2001 devido a escândalos de corrupção.
  • A professora de direito constitucional Flavia Piovesan criticou a PEC, considerando-a inconstitucional e um retrocesso.
  • A proposta gerou protestos em várias capitais e é vista como uma violação de compromissos internacionais e direitos humanos.

A Câmara dos Deputados aprovou recentemente a PEC da Blindagem, que visa restaurar a imunidade parlamentar no Brasil, permitindo que deputados e senadores só possam ser processados criminalmente com autorização prévia do Congresso. A proposta gerou intensos protestos em várias capitais, sendo criticada por violar compromissos internacionais e direitos humanos.

A imunidade parlamentar foi extinta em 2001, após uma série de escândalos de corrupção que culminaram na renúncia de importantes figuras políticas. Na época, a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) foi vista como um marco na busca por maior ética no Legislativo, com 442 deputados votando a favor da extinção do privilégio. Agora, 24 anos depois, a nova proposta busca reverter essa decisão.

A professora de direito constitucional Flavia Piovesan criticou a PEC, afirmando que ela é inconstitucional e contraria tratados internacionais, como a Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Segundo Piovesan, a proposta representa um retrocesso ao ressuscitar um modelo de imunidade que já foi considerado problemático. A inclusão de votação secreta para autorizar processos é vista como uma “aberração” jurídica.

Além disso, a PEC se aplica também a deputados estaduais, ampliando a proteção a membros do Legislativo. A professora ressalta que a proposta ignora a necessidade de alinhar a legislação brasileira com os compromissos internacionais do país. A discussão sobre a PEC continua, com manifestações contrárias refletindo a preocupação da sociedade com a transparência e a proteção dos direitos no sistema político.

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