- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, encerrou sua visita aos Estados Unidos com o evento “Em defesa da democracia”, realizado em 20 de setembro.
- O encontro contou com a presença de mais de 15 líderes mundiais e foi co-presidido por Lula, pelos presidentes da Colômbia, Chile e Uruguai.
- Durante o evento, Lula destacou a importância de fortalecer as instituições democráticas diante do crescimento da extrema direita.
- O presidente também abordou a situação na Faixa de Gaza, reafirmando o apoio do Brasil à criação de um Estado Palestino.
- Lula anunciou um aporte inicial de R$ 1 bilhão para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, em preparação para a Conferência das Partes (COP30), que ocorrerá em Belém em novembro.
Um dia após um discurso contundente na Assembleia-Geral da ONU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerra sua visita aos Estados Unidos com o evento “Em defesa da democracia: lutando contra o extremismo”. O encontro, que ocorre nesta quarta-feira, 20 de setembro, conta com a presença de mais de 15 líderes mundiais e é co-presidido por Lula, juntamente com os presidentes da Colômbia, Chile e Uruguai.
Durante o evento, Lula deve enfatizar a necessidade de fortalecer as instituições democráticas em um cenário global marcado pelo crescimento da extrema direita. O presidente brasileiro não convidou Donald Trump, que discursou logo após ele na ONU e pressionou para que o ex-presidente Jair Bolsonaro não fosse responsabilizado por suas ações. Lula, sem citar nomes, afirmou que “democracia e soberania são inegociáveis”.
Temas em Debate
Além da defesa da democracia, Lula abordou a situação na Faixa de Gaza, reafirmando o apoio do Brasil à criação de um Estado Palestino. Essa posição é mantida desde 2010 e, recentemente, países como França e Reino Unido reconheceram a Palestina como Estado, desafiando a postura de Israel e dos EUA.
Lula também participou de um evento sobre o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, em preparação para a COP30, que ocorrerá em Belém em novembro. O Brasil anunciou um aporte inicial de 1 bilhão de dólares para o fundo, que visa mobilizar até 125 bilhões de dólares para combater o desmatamento. O presidente pressionou outros líderes a apresentarem suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) antes da conferência.
Encontros Bilaterais
Na agenda, Lula terá reuniões bilaterais com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e outros chefes de Estado, onde discutirá a ação climática e a necessidade de novas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa. O evento de hoje é considerado um dos principais destaques da visita, refletindo a busca do Brasil por um papel ativo nas discussões internacionais sobre democracia e meio ambiente.
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