- A Heritage Foundation, em colaboração com o Oversight Project, está pressionando o FBI a criar uma nova categoria de terrorismo doméstico chamada “TIVE” (Transgender Ideology-Inspired Violent Extremism).
- A recomendação baseia-se na afirmação de que 50% dos tiroteios escolares importantes desde 2015 envolveram ou provavelmente envolveram ideologia transgênero.
- Análises de dados mostram que apenas três dos 48 tiroteios escolares desde 2015 foram cometidos por pessoas identificadas como transgênero, e mesmo esses casos não foram motivados por ideologia transgênero.
- Especialistas criticam fortemente a afirmação como não sustentada e potencialmente enganosa.
- A proposta da Heritage Foundation e do Oversight Project desvia a atenção dos verdadeiros fatores que impulsionam a violência escolar.
Heritage Foundation e Oversight Project Pressionam FBI por Nova Categoria de Terrorismo
O Heritage Foundation, uma organização de políticas conservadoras, em colaboração com o Oversight Project, está pressionando o FBI a criar uma nova categoria de terrorismo doméstico chamada “TIVE” (Transgender Ideology-Inspired Violent Extremism). A recomendação baseia-se na afirmação de que 50% dos tiroteios escolares importantes desde 2015 envolveram ou provavelmente envolveram ideologia transgênero. No entanto, análises de dados mostram que apenas três dos 48 tiroteios escolares desde 2015 foram cometidos por pessoas identificadas como transgênero, e mesmo esses casos não foram motivados por ideologia transgênero.
Dados Contradizem Afirmação
Especialistas criticam fortemente a afirmação como não sustentada e potencialmente enganosa. De acordo com dados do K-12 School Shooting Database, que rastreia todos os incidentes com armas de fogo em escolas desde 1966, apenas três dos 48 tiroteios escolares desde 2015 foram cometidos por pessoas identificadas como transgênero. Além disso, nenhum desses casos foi motivado por ideologia transgênero.
Críticas de Especialistas
Rachel Carroll Rivas e R. G. Cravens, do Southern Poverty Law Center’s Intelligence Project, afirmam que “não existem estudos legítimos que sugiram que a maioria dos tiroteios escolares desde 2015 envolvem pessoas transgênero”. Eles destacam que pessoas transgênero são muito mais propensas a serem vítimas de violência armada do que a perpetrá-la.
Desvio de Atenção
A proposta da Heritage Foundation e do Oversight Project, segundo especialistas, desvia a atenção dos verdadeiros fatores que impulsionam a violência escolar. “White supremacist, anti-government, and misogynist beliefs account for the lion’s share of ideologically motivated gun violence”, afirma Jonathan Lewis, pesquisador da George Washington University’s Program on Extremism.
Impacto na Política de Segurança
A pressão por uma nova categoria de terrorismo doméstico ocorre em um momento em que os recursos federais para combater o terrorismo doméstico estão sendo reduzidos. O FBI tem desviado recursos de investigações de terrorismo doméstico e reduzido o pessoal de unidades especializadas. Alguns agentes de contraterrorismo foram abruptamente chamados de volta após um ataque dos EUA a instalações nucleares iranianas, o que apenas sublinhou a confusão criada por mudanças constantes nas prioridades.
Reações
Kelley Robinson, presidente da Human Rights Campaign, descreve a tentativa de rotular opositores como extremistas como “perigosa, inconstitucional e antiamericana”. Ela afirma que é parte de uma escalada mais ampla da administração para transformar a identidade das pessoas em características suspeitas e motivos para o alvo.
Conclusão
A proposta da Heritage Foundation e do Oversight Project para criar uma nova categoria de terrorismo doméstico baseada na ideologia transgênero é criticada por especialistas como não sustentada e potencialmente enganosa. Os dados mostram que apenas uma pequena fração dos tiroteios escolares desde 2015 foram cometidos por pessoas identificadas como transgênero, e mesmo esses casos não foram motivados por ideologia transgênero. A iniciativa desvia a atenção dos verdadeiros fatores que impulsionam a violência escolar e ocorre em um momento em que os recursos federais para combater o terrorismo doméstico estão sendo reduzidos.
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