- O Departamento de Energia dos EUA anunciou o cancelamento de US$ 7,56 bilhões em financiamentos para 223 projetos de energia limpa, em sua maioria em estados administrados por democratas.
- Os cortes integram recursos de programas como o Fundo de Redução de Gases de Efeito Estufa, o programa Solar for All, além de recursos do IRA e de infraestrutura, totalizando dezenas de bilhões de dólares.
- Entre os projetos afetados está o Arches H2, na Califórnia, com US$ 1,2 bilhão, e uma iniciativa em Minnesota para adicionar 28 gigawatts de geração a partir de fontes solar e eólica.
- O governo afirmou que os projetos não atendiam às necessidades energéticas, não eram economicamente viáveis e não traziam retorno aos contribuintes; críticos, como o governador da Califórnia, contestaram as decisões.
- Também houve cancelamentos de repasses ligados à pesquisa em captura de carbono, tecnologias de carvão, petróleo, gás natural e minerais críticos, incluindo apoio à GE e à GE Vernova, atingindo estados com governadores de diferentes partidos.
O governo dos Estados Unidos anunciou o cancelamento de US$ 7,56 bilhões em financiamentos destinados a 223 projetos de pesquisa e implantação de energia limpa e tecnologias climáticas. A medida ocorreu nesta quarta-feira, 1º de outubro, sob a gestão do departamento de Energia.
Os recursos cortados envolvem programas federais com foco em redução de emissões e transição energética, muitos deles ligados ao IRA. O governo afirma que os projetos não atendem às necessidades energéticas, não são economicamente viáveis e não trazem retorno adequado aos contribuintes.
Entre os projetos afetados está o Arches H2, na Califórnia, que recebia US$ 1,2 bilhão, segundo a lista revisada pelo Washington Post. Também houve corte de mais de US$ 400 milhões para ampliar geração de energia em Minnesota, principalmente solar e eólica.
Impacto por setor
Outros financiamentos envolviam armazenamento de baterias em comunidades indígenas do Novo México, bem como investimentos para reduzir emissões em turbinas a gás e tecnologias de captura de carbono. Parte dos recursos vinha do IRA e de infraestrutura bipartidária.
Segundo comunicado do Departamento de Energia, os cortes também atingiram projetos do Escritório de Energia Fóssil, como pesquisas para uso seguro de combustíveis fósseis e carvão, petróleo, gás natural e minerais críticos. Diversos contratos visavam evitar vazamentos de gás natural.
Estados afetados abrangem 24 unidades da federação, com 17 governadores democratas (incluindo Califórnia, Nova York, Minnesota e Havaí) e sete republicanos (Vermont, Tennessee, Carolina do Sul, Dakota do Norte, New Hampshire, Iowa e Flórida), além de Washington, D.C.
Críticas ao corte vieram de líderes estaduais e especialistas. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, afirmou que o hidrogênio limpo tem potencial para gerar empregos e reduzir custos de saúde, citando o projeto Arches como exemplo.
Representantes do governo federal defendem a medida como necessária para priorizar operações que garantam confiabilidade e retorno público. O ex-assessor sênior da EPA no governo Biden, Zealan Hoover, classificou as ações como politicamente motivadas.
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