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Indígenas protestam no STF pela derrubada do Marco Temporal

Líderes indígenas realizam ato em Brasília contra a Lei 14.701/2023, que estabelece o Marco Temporal para demarcação de terras indígenas

Delegação dos povos Kaingang, Xokleng, Guarani e Kaiowá realiza semana de mobilização em defesa de direitos constitucionais indígenas em Brasília (DF). Foto: Hellen Loures/Cimi
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  • No dia 2 de outubro de 2025, líderes indígenas dos povos Kaingang, Xokleng, Guarani e Kaiowá realizaram um ato em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília.
  • O objetivo da mobilização é exigir o julgamento de recursos que contestam a inconstitucionalidade da Lei 14.701/2023, que estabelece o Marco Temporal para a demarcação de terras indígenas.
  • A lei determina que os indígenas têm direito apenas às terras que estavam em sua posse em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal.
  • Kretã Kaingang, um dos líderes presentes, afirmou que a norma representa um ataque aos direitos indígenas e contribui para a violência nas comunidades.
  • A mobilização destaca a urgência da questão e a necessidade de um desfecho favorável para os direitos indígenas, conforme enfatizado por Kretã Kaingang.

Indígenas dos povos Kaingang, Xokleng, Guarani e Kaiowá realizaram um ato em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 2 de outubro de 2025. O objetivo da mobilização é exigir o julgamento de recursos que contestam a inconstitucionalidade da Lei 14.701/2023, que estabelece o Marco Temporal para a demarcação de terras indígenas. Esse marco determina que os indígenas só têm direito às terras que estavam em sua posse em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal.

Kretã Kaingang, um dos líderes presentes, afirmou que a lei representa um ataque aos direitos indígenas e contribui para a violência nas comunidades. Segundo ele, a norma altera o Artigo 231 da Constituição, que garante os direitos originários dos povos sobre seus territórios. O líder ressaltou a importância do mês de outubro para a luta indígena, coincidente com a posse do ministro Edson Fachin na presidência do STF e as comemorações pelos 37 anos da Constituição.

Contexto do Marco Temporal

Em setembro de 2023, o STF declarou o Marco Temporal inconstitucional, levando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a vetar um projeto que o validava. No entanto, em dezembro do mesmo ano, o Congresso Nacional derrubou esse veto, restaurando a validade da norma. O tema gerou polêmica e foi alvo de uma audiência de conciliação no STF, da qual representantes da Articulação dos Povos Indígenas (Apib) se retiraram após a rejeição do pedido de suspensão do marco pelo ministro Gilmar Mendes.

A mobilização em Brasília destaca a urgência da questão e a necessidade de um desfecho favorável para os direitos indígenas, conforme enfatizado por Kretã Kaingang. Ele concluiu que é fundamental pautar a inconstitucionalidade da Lei 14.701 para garantir paz e direitos aos povos indígenas.

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