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STF adota termo ‘relatora’ para ministras em processos judiciais

Supremo Tribunal Federal adota o termo "relatora" para ministras, reconhecendo a presença feminina na Justiça e respondendo a pedido do grupo "Elas Pedem Vista"

A ministra Cármen Lúcia no julgamento do golpe. Foto: Antonio Augusto/STF
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  • O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu usar o termo “relatora” para ministras que presidem casos, em resposta a um pedido do grupo “Elas Pedem Vista”.
  • A mudança busca reconhecer a presença feminina na Justiça, já que historicamente o termo “relator” era utilizado para todos os ministros, independentemente do gênero.
  • O pedido foi formalizado em agosto, destacando que apenas três mulheres ocuparam cadeiras na Corte ao longo da sua história.
  • Atualmente, a ministra Cármen Lúcia é a única mulher entre os dez homens que compõem o tribunal.
  • O grupo “Elas Pedem Vista” considera a mudança um passo significativo para reconhecer a autoridade das mulheres na Justiça, refletindo um esforço por igualdade de gênero no sistema judiciário.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu adotar o termo “relatora” para se referir a ministras que presidem casos. A mudança ocorre após um pedido do grupo “Elas Pedem Vista”, que buscou reconhecer a presença feminina na Justiça. Historicamente, o termo “relator” era utilizado para todos os ministros, independentemente do gênero.

A solicitação foi formalizada em agosto, quando o grupo enviou um ofício ao então presidente do STF, Luís Roberto Barroso. O grupo destacou que, em toda a história do STF, apenas três mulheres ocuparam uma cadeira na Corte. Atualmente, a ministra Cármen Lúcia é a única mulher entre os dez homens que compõem o tribunal.

Importância da Mudança

O grupo “Elas Pedem Vista” enfatizou que a adoção do termo “relatora” é um passo significativo para reconhecer a autoridade e a trajetória das mulheres na Justiça. “Pode parecer algo pequeno, mas é enorme em significado”, afirmou a organização. Além de Cármen Lúcia, as ministras Ellen Gracie e Rosa Weber também fizeram parte da Corte.

A decisão do STF reflete um esforço contínuo para promover a igualdade de gênero no sistema judiciário. A mudança de terminologia é vista como um reconhecimento da presença feminina, que até então era sub-representada em um ambiente tradicionalmente masculino.

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