- O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, oficializou o pedido de aposentadoria nesta segunda-feira, 13 de outubro, aos 67 anos, encerrando um ciclo de 12 anos na Corte; o exercício formal ocorre em 18 de outubro, e Barroso deve atuar até 17.
- A decisão ocorre em meio à expectativa pela indicação de seu substituto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que fará a terceira indicação ao STF neste mandato.
- Barroso afirmou que, ao longo da semana, devolverá os processos em vista para preparar a transição.
- Entre os nomes cotados para substituí-lo estão Jorge Messias, advogado-geral da União; Rodrigo Pacheco, senador pelo PSD de Minas Gerais; e Bruno Dantas, ministro do Tribunal de Contas da União.
- Em discurso de despedida, Barroso disse que pretende dedicar mais tempo à vida pessoal, à espiritualidade e à literatura, reconhecendo os sacrifícios da função para a família e afirmando deixar o Tribunal com o “coração apertado” e a sensação de missão cumprida.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, oficializou seu pedido de aposentadoria nesta segunda-feira, 13 de outubro. Com 67 anos, ele encerra um ciclo de 12 anos na Corte, que se tornará formal em 18 de outubro, embora Barroso deva atuar até o dia 17. A decisão foi anunciada em um contexto de expectativa pela indicação de seu sucessor pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante sua gestão, Barroso se destacou por sua atuação em temas relevantes e polêmicos. Ele anunciou que, ao longo da semana, devolverá os processos em que solicitou vista, preparando o terreno para a transição. A aposentadoria antecipada permite a Lula fazer sua terceira indicação ao STF neste mandato.
Possíveis Sucessores
Os nomes mais cotados para suceder Barroso incluem o advogado-geral da União, Jorge Messias, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU). A escolha do novo ministro deve ocorrer logo após a saída de Barroso, impactando a composição do STF.
Em seu discurso de despedida, Barroso expressou sua intenção de dedicar mais tempo à vida pessoal, à espiritualidade e à literatura. Ele também refletiu sobre os desafios que o cargo trouxe para sua família, afirmando que os sacrifícios e ônus da função afetam aqueles que estão próximos. Afirmou que deixa o Tribunal com um “coração apertado”, mas com a consciência tranquila de ter cumprido sua missão.
A aposentadoria de Barroso marca uma nova fase no STF, que poderá trazer mudanças significativas na interpretação da legislação e no andamento de processos importantes.
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