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Rajoelina dissolve parlamento após fugir do país

Andry Rajoelina fugiu de Madagascar, dissolveu o Parlamento por decreto sem assinatura publicado no Facebook; Capsat assume controle das forças de segurança

Rajoelina dissolve parlamento após fugir do país
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  • O presidente de Madagascar, Andry Rajoelina, fugiu do país no último domingo e, em decreto publicado nas redes sociais sem assinatura, dissolveu o Parlamento nesta terça, enquanto deputados se mobilizavam para o impeachment.
  • Rajoelina não revelou o paradeiro e, segundo relatos, foi transportado para a ilha francesa Reunião por avião militar francês; em discurso pelo Facebook, ele afirmou temores de segurança e denunciou golpe de Estado em curso; a CapSat (força de elite das Forças Armadas) controla as forças de segurança e se une aos manifestantes.
  • O líder da oposição, Siteny Randrianasoloniaiko, questiona a legalidade do ato por não ter sido consultado o presidente do Parlamento; mais de 110 deputados já assinam para convocar sessão extraordinária de impeachment.
  • As manifestações desde 25 de setembro deixaram pelo menos 22 mortos e dezenas de feridos, com o descontentamento alimentado pela crise energética; toque de recolher foi suspenso para acalmar, mas a tensão persiste.
  • Em apelo ao diálogo, Rajoelina diz que 54 projetos financiados por instituições internacionais estão ameaçados, além de cerca de 86 milhões de euros em ajuda orçamentária potencialmente comprometida; Macron e a comunidade internacional pedem respeito à ordem constitucional e ao diálogo, enquanto a União Africana expressa preocupação.

O presidente de Madagascar, Andry Rajoelina, fugiu do país no último domingo e, em um decreto publicado nas redes sociais, disolveu o Parlamento nesta terça-feira, enquanto deputados se mobilizavam para sua destituição. A crise política se intensificou após semanas de protestos populares, impulsionados principalmente por jovens da geração Z, que exigiam mudanças diante da crise energética e frequentes cortes de luz.

Rajoelina, que não revelou seu paradeiro, teria sido transportado para a ilha francesa de Reunião por um avião militar francês. Em um discurso transmitido pelo Facebook, o presidente alegou que sua saída foi motivada por temores de segurança e denunciou um golpe de Estado em andamento. A situação em Madagascar permanece tensa, com a unidade de elite das Forças Armadas, Capsat, controlando as forças de segurança e se unindo aos manifestantes.

Crise Política e Protestos

A dissolução do Parlamento foi anunciada em um decreto sem assinatura, o que gerou dúvidas sobre sua validade jurídica. O líder opositor, Siteny Randrianasoloniaiko, questionou a legalidade do ato, já que o presidente do Parlamento não foi consultado. Enquanto isso, a pressão popular se intensifica, com mais de 110 deputados já reunindo assinaturas para convocar uma sessão extraordinária visando o impeachment de Rajoelina.

As manifestações, que começaram em 25 de setembro, resultaram em pelo menos 22 mortes e dezenas de feridos, após a repressão violenta das forças de segurança. O descontentamento popular é alimentado pela crise energética, que afeta gravemente a vida cotidiana dos cidadãos. Rajoelina anunciou a suspensão do toque de recolher em um esforço para apaziguar os ânimos, mas a situação continua crítica.

Chamado ao Diálogo

Em meio à crescente incerteza, Rajoelina fez um apelo ao diálogo, enfatizando a necessidade de evitar uma nova crise política. Ele alertou que 54 projetos financiados por instituições internacionais estão ameaçados devido à instabilidade, além de uma ajuda orçamentária de cerca de 86 milhões de euros que pode ser comprometida. O presidente também destacou que a ajuda externa para resolver a crise energética está paralisada pela atual situação política.

A comunidade internacional, incluindo o presidente francês Emmanuel Macron, pediu respeito à ordem constitucional e à busca de uma solução pacífica. A União Africana expressou preocupação e rejeitou a tomada de poder pelos militares, pedindo um diálogo entre atores civis e políticos. A crise em Madagascar continua a evoluir, com a população exigindo mudanças significativas e um futuro mais estável.

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