- O Uruguai aprovou a lei “Morte Digna” nesta quarta-feira, 15 de setembro de 2025, autorizando a eutanásia sob condições específicas; o Senado votou 20 a favor de 31 presentes.
- O país torna-se o primeiro da América do Sul a permitir a prática por meio de legislação; a regulamentação ainda está pendente.
- A norma permite que pessoas com doenças incuráveis e sofrimento insuportável solicitem ajuda médica para encerrar a vida; não há limites de tempo de expectativa de vida estabelecidos.
- Os solicitantes precisam ser mentalmente competentes, com avaliação de dois médicos para confirmar essa condição.
- O Uruguai já era conhecido por leis liberais, como maconha recreativa, casamento igualitário e aborto; a oposição à eutanásia vem principalmente da Igreja Católica, com debates semelhantes ocorrendo na América Latina.
O Uruguai deu um passo significativo em direção à liberalização de direitos ao aprovar, nesta quarta-feira (15), a lei “Morte Digna”, que autoriza a eutanásia sob condições específicas. A decisão foi tomada pelo Senado, que aprovou o texto com 20 votos favoráveis de um total de 31 senadores presentes. Com isso, o país se torna o primeiro na América do Sul a permitir a eutanásia por meio de legislação, consolidando sua reputação como uma nação socialmente progressista.
A nova lei permite que pessoas com doenças incuráveis e que enfrentam sofrimento insuportável solicitem ajuda médica para encerrar suas vidas. Diferentemente de legislações em outros países, como os Estados Unidos e a Austrália, que impõem limites de tempo para a expectativa de vida, o Uruguai não estabelece tais restrições. Além disso, a norma exige que os solicitantes sejam considerados mentalmente competentes, com a necessidade de consulta a dois médicos para avaliar essa condição.
Contexto Social e Político
O Uruguai já é conhecido por suas leis liberais, incluindo a legalização da maconha para uso recreativo, o casamento igualitário e a permissão do aborto. A aprovação da eutanásia segue um histórico de avanços sociais, refletindo a secularização do país, onde a religião exerce influência limitada nas decisões políticas. A maior parte da oposição à eutanásia provém da Igreja Católica, que se manifestou contra a prática.
Debates sobre a eutanásia têm ganhado força na América Latina, com países como Colômbia e Equador já permitindo a prática por decisões judiciais. Recentemente, o presidente chileno Gabriel Boric também tem pressionado pela aprovação de um projeto de lei sobre o tema.
A regulamentação da lei “Morte Digna” ainda está pendente, mas a aprovação marca um momento histórico para o Uruguai, que continua a se afirmar como um modelo de liberalismo na região.
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