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Moraes mantém preso suspeito de plano para matar Lula

O ministro Alexandre de Moraes mantém a prisão de Rafael Martins de Oliveira, réu do núcleo três; julgamento começa em 11 de novembro no STF

Moraes durante a leitura de voto do ministro Fux no julgamento de Bolsonaro e outros réus da trama golpista. Foto: Evaristo Sa / AFP
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  • Moraes manteve a prisão do tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira, réu do núcleo 3, para resguardar a ordem pública e a instrução processual penal.
  • Oliveira é acusado de planejar o sequestro e assassinato do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do próprio Moraes; julgamento do grupo começa em onze de novembro no STF.
  • Ele integra um grupo de nove pessoas que será julgado a partir de onze de novembro no STF; as acusações envolvem tentativa de abolir violentamente o Estado Democrático de Direito e participação em organização criminosa armada.
  • A prisão ocorreu durante a Operação Contragolpe, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de dois mil e vinte quatro; outros quatro “kids pretos” foram detidos, incluindo o general Mário Fernandes e o tenente-coronel Helio Ferreira Lima.
  • Investigações apontam que golpistas utilizavam grupo no aplicativo Signal chamado “Copa 2022” para monitorar Moraes e planejar ações; o alto comando do Exército, liderado pelo general Freire Gomes, manteve posição institucional firme.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, decidiu manter a prisão do tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira, um dos réus do núcleo 3 da tentativa de golpe de Estado, acusado de planejar o sequestro e assassinato do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do próprio Moraes. A decisão foi anunciada na quinta-feira, 16 de outubro, e visa garantir a ordem pública e a instrução processual penal.

Oliveira é conhecido como um “kid preto”, termo utilizado para designar integrantes das forças especiais do Exército. Ele faz parte de um grupo de nove pessoas que será julgado a partir de 11 de novembro no STF. As acusações incluem tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e participação em organização criminosa armada. Até agora, apenas o núcleo central da trama, liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado.

A prisão de Rafael Martins de Oliveira ocorreu durante a Operação Contragolpe, realizada pela Polícia Federal em novembro de 2024. Na ocasião, outros quatro “kids pretos” também foram detidos, incluindo o general Mário Fernandes e o tenente-coronel Helio Ferreira Lima. As investigações revelaram que os golpistas utilizavam um grupo no aplicativo Signal, chamado “Copa 2022”, para monitorar Moraes e planejar suas ações.

Detalhes da Operação

O relatório da PF indica que, apesar das tentativas de golpe, o alto comando do Exército, liderado pelo general Freire Gomes, manteve uma posição institucional firme, não apoiando as ações golpistas. Essa resistência foi crucial para impedir que o plano se concretizasse, levando à desistência de Bolsonaro em assinar um decreto que poderia ter culminado em ações violentas. A situação evidencia a complexidade e os riscos associados a essa trama, que ainda está em andamento no sistema judiciário.

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