- O presidente da patronal catalã Foment del Treball, Josep Sánchez Llibre, afirmou, durante o World In Progress em Barcelona, que Yolanda Díaz provoca empresários com propostas de redução da jornada de trabalho e controle de horários, chamando a medida de “estado policial” nas empresas.
- Llibre disse que os empresários não se sentem respeitados pelo governo e que há falta de diálogo social, criticando a proposta de reduzir a jornada para 37,5 horas e destacando que 33% dos acordos já estabelecem horários menores.
- Durante a fala, o dirigente criticou também a política energética do governo e a tentativa do BBVA de adquirir o Banco Sabadell, mas concentrou a maior parte das críticas nas ações do Ministério de Trabalho.
- Segundo ele, não houve consenso nas negociações e houve imposição de medidas sem diálogo, o que, na visão dele, ameaça a viabilidade de diversas empresas.
- Após a rejeição da lei de Trabalho no Parlamento, Díaz planeja aprovar medidas por regulamentação no Conselho de Ministros, incluindo a reforma do registro horário digital para fiscalizar horas extras não remuneradas, o que Sánchez Llibre vê como outra tentativa de ignorar os empresários.
A relação entre o presidente da patronal catalã Foment del Treball, Josep Sánchez Llibre, e a ministra de Trabalho, Yolanda Díaz, se deteriorou ainda mais. Durante o fórum World In Progress, realizado em Barcelona, Llibre acusou a ministra de “provocar” os empresários com propostas que incluem a redução da jornada de trabalho e a implementação de um controle rigoroso de horários. Para ele, essas medidas configuram um “estado policial” nas empresas.
Llibre enfatizou que os empresários não se sentem respeitados pelo governo, destacando que a falta de diálogo social é um problema crescente. Ele criticou a intenção do governo de reduzir a jornada para 37,5 horas, argumentando que a maioria dos países europeus mantém jornadas entre 40 e 48 horas. Além disso, mencionou que 33% dos convenhos negociados no país já estabelecem horários abaixo do proposto.
Críticas ao Governo
Durante sua fala, Llibre não poupou críticas à política energética do governo e à tentativa do BBVA de adquirir o Banco Sabadell, que ele considerou uma “tomadura de pelo”. A maior parte de suas queixas, entretanto, concentrou-se nas ações do Ministério de Trabalho, que, segundo ele, ameaçam a viabilidade de diversas empresas.
A falta de consenso nas negociações e a imposição de medidas sem diálogo foram pontos centrais de sua argumentação. Llibre afirmou que a ministra “se saltou o diálogo social”, ressaltando a importância de respeitar os acordos setoriais. A resposta de Díaz foi dura, acusando o grupo Junts per Catalunya de não representar adequadamente o independentismo.
Futuras Ações do Governo
Após a rejeição da lei de Trabalho no Parlamento, a ministra busca aprovar medidas via regulamentação no Conselho de Ministros. Isso inclui a reforma do registro horário digital, que visa controlar as horas extras não remuneradas. A abordagem do governo, segundo Llibre, ignora a necessidade de uma discussão mais ampla e respeitosa com os empresários.
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