- Guilherme Boulos deixa a Câmara para assumir a Secretaria-Geral da Presidência da República, abrindo disputa pela vaga.
- O 1º suplente Ricardo Galvão, atual presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ainda não decidiu se assume.
- Galvão diz que tem conversado com aliados da Rede Sustentabilidade e que a definição depende de diálogo político; na eleição anterior, recebeu 40.356 votos.
- João Paulo Rillo, vereador e presidente da federação estadual do PSOL em São Paulo, pode ocupar a vaga, mas enfrenta desentendimentos com a ala de Boulos e pode migrar para o PT.
- Vladimir Safatle, que levou cerca de 17.640 votos, também é cotado; o mandato-tampão dura até abril de 2024, quando Sônia Guajajara retorna à Câmara.
A saída de Guilherme Boulos da Câmara dos Deputados para assumir a Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR) abriu uma disputa pela sua vaga. O primeiro suplente, Ricardo Galvão, atual presidente do CNPq, ainda não decidiu se irá assumir o cargo. Desde 2023, Galvão tem resistido à ideia de deixar a presidência do CNPq, onde ganhou notoriedade ao confrontar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Interlocutores afirmam que Galvão está em diálogo com aliados da Rede Sustentabilidade sobre sua decisão. Ele declarou que ainda não foi abordado oficialmente sobre a situação e que a definição dependerá de um “diálogo político”. Na última eleição, Galvão recebeu 40.356 votos e é visto como uma figura importante dentro do partido.
Possíveis Candidatos
Caso Galvão opte por permanecer no CNPq, a vaga poderá ser ocupada por João Paulo Rillo, atual vereador e presidente da federação do PSOL em São Paulo. No entanto, Rillo enfrenta desavenças com a ala de Boulos e pode migrar para o PT. Outra possibilidade é que o filósofo Vladimir Safatle assuma a cadeira. Safatle, que recebeu cerca de 17.640 votos na última eleição, também está em negociações internas.
O mandato-tampão durará até abril de 2024, quando Sônia Guajajara retornará à Câmara após sua gestão como ministra dos Povos Indígenas. A mudança de Boulos para a SGPR visa reaproximar o governo Lula dos movimentos sociais, um desafio que seu antecessor enfrentou. Boulos, que abriu mão de concorrer em 2026, ainda é pressionado pela cúpula do PSOL a considerar uma candidatura ao Senado.
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