- Ricardo Galvão (Rede) confirmou a decisão de assumir a vaga de Guilherme Boulos (PSOL) na Câmara dos Deputados, após a ida de Boulos para a Secretaria-Geral da Presidência da República, a convite do presidente Lula.
- A transição deve ocorrer mediante convocação do Congresso, com posse prevista para a próxima semana; Galvão já tratou dos detalhes com Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, e Luciana Santos, ministra da Ciência e Tecnologia.
- O cientista tem 77 anos e ficou conhecido em 2019 por ter sido demitido por Jair Bolsonaro após defender dados do Inpe sobre desmatamento; ele foi nomeado por Lula para liderar o CNPq, visando recuperar o orçamento da pesquisa brasileira.
- Segundo Galvão, o acordo para a saída do CNPq já está fechado, com a transição alinhada com a ministra Luciana Santos; a decisão também está ligada à permanência da ministra Sonia Guajajara em cargo até março de dois mil e vinte e seis.
O cientista Ricardo Galvão (Rede) confirmou sua decisão de assumir a vaga de Guilherme Boulos (PSOL) na Câmara dos Deputados. A oportunidade surgiu após a nomeação de Boulos para a Secretaria-Geral da Presidência da República, a convite do presidente Lula. Inicialmente, Galvão hesitou em deixar a presidência do CNPq, mas a permanência da ministra Sonia Guajajara em seu cargo até março de 2026 facilitou sua escolha.
Galvão, que tem 77 anos e é um respeitado físico, ganhou notoriedade em 2019 ao ser demitido por Jair Bolsonaro após defender os dados do Inpe sobre desmatamento. Com uma longa carreira acadêmica e de pesquisa, ele foi nomeado por Lula para liderar o CNPq, onde sua missão é recuperar o orçamento da pesquisa científica no Brasil.
Transição e Expectativas
A transição para a Câmara deve ocorrer com a convocação do Congresso, prevista para a próxima semana. Galvão conversou com Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, e Luciana Santos, ministra da Ciência e Tecnologia, para alinhar os detalhes de sua saída do CNPq. “Fechamos o acordo para eu assumir. Já acertei a transição com a Ministra Luciana Santos”, afirmou Galvão.
A decisão de Galvão também reflete um momento de incerteza política, com a expectativa de que Guajajara, ao permanecer na Esplanada, fortaleça sua posição para a campanha de reeleição. A movimentação no governo e no Congresso pode impactar as agendas de pesquisa e desenvolvimento no país, áreas que Galvão pretende priorizar em sua nova função.
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