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Reajuste do IPTU aprovado em São Paulo traz mudanças

Câmara Municipal de São Paulo aprova reajuste de IPTU de até dez por cento ao ano, com acumulado de até quarenta por cento em quatro anos; isenções a Zeis, Cohab e CDHU provocam críticas

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
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  • A Câmara aprovou reajuste anual de 10% no IPTU para imóveis residenciais e comerciais, com aumento acumulado de até 40% em quatro anos, após atualização da Planta Genérica de Valores, que não era revisada desde 2021.
  • A votação ficou em 30 votos favoráveis e 19 contrários; o objetivo é escalonar o reajuste conforme a valorização de mercado, evitando cobranças abruptas.
  • Zeis, Cohab e CDHU ficarão isentas do imposto; a proposta de limitar o reajuste a 5% ao ano, apresentada pelo vereador Nabil Bonduki, foi rejeitada.
  • Críticos apontam riscos de impacto no centro expandido e para idosos, com possível estímulo à especulação imobiliária eelitização de regiões da cidade.
  • O prefeito Ricardo Nunes sustenta a medida para manter a arrecadação e serviços públicos, considerando a atualização da Planta Genérica de Valores um passo fiscal relevante.

Os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo aprovaram, na quarta-feira, dia 29, um reajuste anual de 10% no IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para imóveis residenciais e comerciais. Essa medida, que resulta em um aumento acumulado de até 40% em quatro anos, foi justificada como uma atualização necessária da Planta Genérica de Valores, que não era revisada desde 2021.

A aprovação ocorreu com 30 votos favoráveis e 19 contrários. O objetivo é garantir que áreas com maior valorização de mercado tenham um aumento gradual no tributo, evitando cobranças abruptas. No entanto, o reajuste gerou controvérsia, especialmente em relação ao impacto sobre imóveis localizados no centro expandido e em relação aos idosos, que podem enfrentar dificuldades financeiras devido à falta de aumento em suas aposentadorias.

Isenções e Críticas

Os setores Zeis (Zonas Especiais de Interesse Social), Cohab e CDHU (Companhia de Habitação do Estado de São Paulo) terão isenção do imposto. Apesar disso, a proposta de limitar o reajuste a 5% ao ano, sugerida pelo vereador Nabil Bonduki (PT), foi rejeitada. Para Bonduki, essa medida poderia alinhar o aumento do IPTU à inflação, evitando penalizar os moradores de classe média e idosos.

Críticos apontam que o novo escalonamento do IPTU pode incentivar a especulação imobiliária, forçando os moradores a deixar suas residências em busca de áreas mais acessíveis. A discussão sobre o impacto do reajuste continua, com preocupações sobre a elitização de determinadas regiões da cidade.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), defendeu a necessidade do reajuste como uma forma de manter a arrecadação e garantir serviços públicos de qualidade. A atualização da Planta Genérica de Valores é um passo importante para a gestão fiscal do município, mas o debate sobre suas consequências sociais permanece em aberto.

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