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Tarcísio defende PCC como organização terrorista

Tarcísio de Freitas defende classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organização terrorista para endurecer penas; correção aponta alvo correto: PCC

Tarcísio Gomes de Freitas, governador do estado de São Paulo. (Foto: Pablo Jacob /Governo do Estado de SP)
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  • O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou em Mirandópolis que o PCC deve ser classificado como organização terrorista, durante evento no último sábado (1º).
  • Ele sustenta que a classificação permitiria endurecer as penas, destacando diferença entre as leis: doze a quinze anos para integrantes de organizações terroristas contra quatro anos e meio a doze anos para organização criminosa armada.
  • A proposta tem embasamento legal, segundo o governo, para combater a facção que busca dominar territórios e afastar a política pública dos cidadãos.
  • O governo federal se opõe à reclassificação, defendendo medidas de endurecimento sem mudar a classificação, alegando que a medida pode abrir precedentes para intervenções estrangeiras.
  • Em uma atualização, o governador corrigiu a informação anterior, esclarecendo que a defesa se refere ao PCC e não ao Comando Vermelho, e citou a operação Contenção, que resultou na prisão de 113 pessoas e na morte de 117, com 95% dos mortos ligados à facção Comando Vermelho.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) deve ser classificado como organização terrorista. A declaração ocorreu durante um evento em Mirandópolis no último sábado (1º), onde Tarcísio destacou que a facção “está realmente se impondo pelo terror”. Ele argumenta que essa classificação permitiria um endurecimento das penas, aumentando o custo do crime.

A proposta de reclassificação tem embasamento legal, uma vez que a lei antiterrorismo prevê penas de 12 a 15 anos para integrantes de organizações terroristas, em contraste com os quatro anos e meio a 12 anos previstos para a organização criminosa armada. Tarcísio defende que a mudança é necessária para combater a facção que busca dominar territórios e afastar a política pública dos cidadãos.

Reações e Consequências

Pesquisas recentes mostram que a população aprova as ações de combate ao crime organizado. Segundo o Instituto AtlasIntel, oito em cada dez moradores de favelas apoiam as operações de segurança. O governador atribui essa aprovação à exaustão da população em relação à criminalidade, afirmando que “não aguenta mais ser escravizada pelo crime organizado”.

Entretanto, o governo federal se opõe à reclassificação. Para o Planalto, incluir facções criminosas na lista de organizações terroristas é uma abordagem ideológica que poderia abrir precedentes para intervenções estrangeiras. O governo propõe outras medidas para o endurecimento das penas, sem a necessidade de reclassificação.

Uma operação recente, chamada Operação Contenção, resultou na prisão de 113 pessoas e na morte de 117, sendo considerada a mais letal da história brasileira. A Polícia Civil informou que 95% dos mortos tinham ligações com a facção Comando Vermelho.

Por fim, o governador corrigiu uma informação anterior, esclarecendo que sua defesa se refere ao PCC e não ao Comando Vermelho.

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