- O novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), reconheceu que a esquerda errou na abordagem dos trabalhadores de aplicativos, em meio à frustração do governo Lula em regulamentar o setor.
- O governo busca diretrizes mínimas, como pagamento de R$ 32,09 por hora e contribuição ao INSS, mas há resistência tanto de trabalhadores quanto de empresas.
- O projeto de regulamentação já está na fase final na Câmara e não deve ser reaberto; interlocutores afirmam que a atuação de Boulos não mudará o rumo das negociações, com o ministro Luiz Marinho mantendo o diálogo, mas sem avanço.
- Nicolas Souza Santos, da Aliança Nacional dos Entregadores, destacou que a mobilização é crucial; Boulos se reuniu com entregadores e recebeu uma carta com reivindicações, como isenção de impostos para veículos e linhas de crédito com juros reduzidos, e Santos afirmou que ainda não houve retorno prático do governo.
- O relator do projeto, Augusto Coutinho (Republicanos-PE), mostrou ceticismo sobre a nova abordagem; ele prevê a última audiência pública em breve e quer levar o texto ao plenário ainda neste ano; a categoria de motoristas e entregadores cresceu 25,4% desde 2022, chegando a 1,7 milhão em 2024, segundo o IBGE.
O novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), admitiu que a esquerda errou na abordagem dos trabalhadores de aplicativos. A declaração foi feita em um momento de frustração do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em regulamentar o setor. O governo tenta estabelecer diretrizes mínimas, como um pagamento de R$ 32,09 por hora e contribuição ao INSS, mas enfrenta resistência tanto de trabalhadores quanto de empresas.
O projeto de regulamentação, que já está na fase final na Câmara, não deve ser reaberto. Interlocutores do governo acreditam que a chegada de Boulos não mudará o rumo das discussões no Congresso. O ministro Luiz Marinho, responsável pela negociação, continua a dialogar com as partes envolvidas, mas as conversas não avançam. Nicolas Souza Santos, da Aliança Nacional dos Entregadores, destacou que a mobilização da categoria é fundamental para conquistar melhorias.
Demandas dos Trabalhadores
No primeiro dia após a posse, Boulos se reuniu com representantes dos entregadores e recebeu uma carta com reivindicações. Entre os pedidos estão isenção de impostos para veículos e linhas de crédito com juros reduzidos. Santos mencionou que ainda não houve retorno prático do governo sobre essas demandas. Boulos prometeu mais conversas para buscar soluções.
Apesar das tentativas de diálogo, o relator do projeto, Augusto Coutinho (Republicanos-PE), expressou ceticismo sobre a eficácia da nova abordagem. Ele afirmou que a última audiência pública ocorrerá em breve, e a intenção é levar o texto ao plenário ainda este ano. O crescimento da categoria de motoristas e entregadores foi de 25,4% desde 2022, totalizando 1,7 milhão de profissionais em 2024, conforme dados do IBGE.
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