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Fraude no INSS: financiou 14 carros de luxo e movimentou R$ 175 milhões, diz Coaf

Coaf aponta operações atípicas de empresário envolvido em fraudes no INSS; financiou 14 carros de luxo e movimentou R$ 175 milhões em dois anos

Empresário Fernando Cavalcanti durante depoimento à CPI do INSS
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  • PF investiga o empresário Fernando Cavalcanti por supostas fraudes no INSS; ele movimentou R$ 175 milhões em dois anos e meio, incluindo o financiamento de 14 carros de luxo.
  • Ao menos quatorze carros de luxo, com valor de mercado acima de R$ 200 mil, teriam sido financiados em cinco meses, entre 2023 e 2024.
  • Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras aponta indícios de artifícios para ocultar origem, destino e responsáveis pelas movimentações; houve transfers em sete contas do empresário.
  • A PF apreendeu bens de Cavalcanti em setembro, e ele não respondeu quando procurado; em outubro ele negou irregularidades em depoimento à CPI.
  • Até maio, Cavalcanti era sócio de escritório de advocacia Nelson Willians, também alvo da CPI; ele afirmou não ser laranja e que seus pagamentos eram compatíveis com suas funções empresariais.

O empresário Fernando Cavalcanti está no centro de investigações da Polícia Federal sobre fraudes no INSS. A PF apreendeu bens dele e o Coaf aponta operações financeiras relevantes. O relatório foi entregue à CPI do INSS e indica indícios de irregularidades. Ao todo, o caso envolve R$ 175 milhões em dois anos e meio, incluindo o financiamento de 14 carros de luxo.

O Coaf aponta transferências incompatíveis com o patrimônio de Cavalcanti e suspeitas de sonegação fiscal. Os financiamentos de veículos teriam ocorrido de forma gradual desde 2023, com seis carros financiados entre junho e julho de 2024. O documento cita ainda operações que podem configurar artifício para ocultar a origem e o destino dos recursos.

A PF realizou a apreensão de bens pertencentes ao empresário em setembro. Entre os itens, constam uma réplica de carro de Fórmula 1 e relógios avaliados em até R$ 1,3 milhão. Cavalcanti não foi localizado para comentar o caso e não respondeu a contatos da reportagem. Em outubro, ele havia negado irregularidades à CPI.

Até maio, Cavalcanti era sócio e vice-presidente de um escritório de advocacia ligado à CPI do INSS. O empresário já havia afirmado, em depoimento à CPI, que não atuava como laranja, operador ou beneficiário de esquema, e que os pagamentos recebidos eram compatíveis com suas funções empresariais.

O relatório do Coaf também ressalta o curto tempo em que valores recebidos ficavam em contas vinculadas a Cavalcanti, com débitos rápidos sem justificativa. A PF continua investigando as circunstâncias das operações, bem como a possível relação com terceiros.

Até o momento, não houve confirmação de novas medidas contra Cavalcanti. A CPI do INSS acompanha o desdobramento do caso e coleta informações adicionais para esclarecer os vínculos entre as operações financeiras e as atividades empresariais do investigado.

  • O material analisado aponta ainda indícios de que o montante movimentado não condiz com o patrimônio declarado pelo empresário. As apurações seguem em andamento pelas autoridades competentes.

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