- Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) e União Geral dos Trabalhadores (UGT) marcaram greve geral para 11 de dezembro, anunciado após diálogos que mostraram descontentamento com a reforma laboral proposta pelo Governo; Mário Mourão, secretário-geral da UGT, confirmou a data em declarações à RTP.
- Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, afirmou que a união das centrais é uma resposta à proposta do Governo e que as negociações não avançaram.
- As negociações visavam um consenso, mas a falta de progresso levou à mobilização e à decisão de realizar a greve.
- A reforma laboral foi apresentada em julho pela ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, propondo medidas como maior duração de contratos a termo, alterações nos despedimentos, reconhecimento de contratos com plataformas digitais e impossibilidade de reintegração de trabalhadores demitidos.
- O governo, representado por Luís Montenegro, disse estranhar a greve, mas as centrais asseguram que o diálogo foi insuficiente e que a mobilização é necessária; a greve é vista como resposta aos direitos dos trabalhadores.
As centrais sindicais CGTP e UGT decidiram agendar uma greve geral para o dia 11 de dezembro. A decisão foi anunciada após diálogos que demonstraram descontentamento com a reforma da legislação laboral proposta pelo Governo. O secretário-geral da UGT, Mário Mourão, confirmou a data em declarações à RTP, ressaltando a necessidade de ação diante do que considera um “retrocesso” para os trabalhadores.
A CGTP também se manifestou, com seu secretário-geral, Tiago Oliveira, mencionando que a união das centrais é uma resposta à proposta do Governo. As negociações entre as duas entidades visavam encontrar um consenso, mas a falta de progresso levou à decisão de mobilização. Oliveira criticou a postura do Governo, que, segundo ele, tem avançado com suas propostas independentemente do diálogo social.
Contexto da Reforma
A reforma laboral em questão foi apresentada pela ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, em julho. Ela propõe alterações significativas, incluindo o aumento da duração dos contratos a termo e mudanças nos processos de despedimento. Além disso, a reforma revisa o regime de reconhecimento de contratos com plataformas digitais e a impossibilidade de reintegração de trabalhadores demitidos.
O Governo, representado por Luís Montenegro, expressou estranheza quanto à greve agendada, considerando que ainda há um processo negocial em andamento. No entanto, os líderes sindicais afirmam que o diálogo se mostrou ineficaz, e a mobilização se tornou necessária para pressionar por mudanças.
A manifestação programada para dezembro é vista como uma resposta direta ao que as centrais consideram ser um ataque aos direitos dos trabalhadores. A expectativa é de que a greve receba apoio significativo, refletindo a insatisfação com as propostas do Governo.
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