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Advogado aponta que comandante pertencia a grupo moderado do Exército

Musy afirma que Theophilo Gaspar integra grupo moderado do Exército e não apoiou golpe; Freire Gomes diz que Bolsonaro concordou com ausência de intervenção e PGR busca descolar Theophilo do golpe

Comandante do Exército durante o governo Bolsonaro, general Freire Gomes foi apontado como moderado por advogado. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil / Arquivo)
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  • O advogado Diogo Musy, nesta terça-feira (11), sustentou que o general da reserva Estevam Theophilo Gaspar e o general Freire Gomes, ex-comandante do Exército, integram um grupo moderado da corporação, sem envolvimento em golpe, citando a delação do tenente-coronel Mauro Cid.
  • Musy afirmou que Cid classificou Theophilo e Freire Gomes como integrantes desse grupo que se opôs a ações contrárias aos resultados eleitorais.
  • Durante a defesa, ele disse que Freire Gomes confirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro não apoiou a intervenção militar nas eleições; a Procuradoria-Geral da República estaria inclinada a considerar provas que afastem Theophilo do suposto golpe.
  • O advogado destacou que Theophilo e o Comando de Operações Terrestres (Coter) jamais lideraram as forças especiais conhecidas como “kids pretos”; afirmou que o comando dessas forças é do Comando de Operações Especiais.
  • O Supremo Tribunal Federal avalia um núcleo de acusados de tentativa de golpe entre o final de dois mil e vinte e dois e oito de janeiro de dois mil e vinte e três, sendo que o primeiro núcleo resultou na condenação de Bolsonaro a vinte e sete anos de prisão; a defesa busca desassociar Theophilo desse movimento golpista.

O advogado Diogo Musy defendeu, nesta terça-feira (11), que o general da reserva Estevam Theophilo Gaspar e o general Freire Gomes, ex-comandante do Exército, pertencem a um grupo moderado da corporação, sem envolvimento em tentativas de golpe. Musy trouxe à tona a delação do tenente-coronel Mauro Cid, que classificou ambos como integrantes desse grupo, que se opôs a qualquer ação contrária aos resultados eleitorais.

Durante a sustentação oral, Musy enfatizou que Freire Gomes confirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro não apoiou a intervenção militar nas eleições. Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) estaria inclinada a considerar provas que afastam Theophilo das acusações de envolvimento em um suposto golpe. O advogado destacou que a PGR, após analisar as evidências, busca se distanciar da narrativa que vincula Theophilo ao núcleo golpista.

Detalhes do Caso

Musy argumentou que Theophilo e o Comando de Operações Terrestres (Coter) nunca lideraram as forças especiais do Exército, conhecidas como “kids pretos”. A defesa refutou essa associação, afirmando que o comando dessas forças é atribuído ao Comando de Operações Especiais. O advogado ainda ressaltou que a narrativa que tenta implicar Theophilo é vazia e abusiva.

O Supremo Tribunal Federal está atualmente avaliando um dos núcleos acusados de tentativa de golpe entre o final de 2022 e 8 de janeiro de 2023. O primeiro núcleo resultou na condenação de Bolsonaro a 27 anos de prisão. A defesa de Theophilo busca, portanto, desassociá-lo de qualquer ato que possa ser interpretado como parte desse movimento golpista.

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