- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reforçou o objetivo de manter perfil discreto e defender sigilo na sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, realizada em 12 de setembro de 2025.
- Gonet afirmou que suas manifestações ocorrem apenas nos autos dos processos, sem vazamentos ou comentários públicos, para não prejudicar imagem ou presunção de inocência dos investigados.
- No Congresso, membros do Centrão dizem que a resistência à recondução é majoritariamente bolsonarista, mas o procurador é visto com boa impressão por parte do PL e de outros parlamentares.
- Durante a sabatina, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou Gonet, afirmando que ele cumpre ordens do ministro Alexandre de Moraes.
- O procurador foi responsável por solicitar a condenação de Jair Bolsonaro em caso relacionado à tentativa de golpe, que resultou na pena de 27 anos e 3 meses de prisão pelo STF.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reafirmou sua intenção de manter um perfil discreto durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, realizada na quarta-feira, 12. Gonet defendeu a importância do sigilo e a ausência de vazamentos ou comentários públicos, buscando se distanciar de seus antecessores, como Augusto Aras e Rodrigo Janot.
Durante a sessão, Gonet declarou: “Minhas manifestações se deram invariavelmente nos autos dos processos, sem vazamento nem comentário público, nenhum detrimento à imagem ou presunção de inocência dos investigados.” A postura visa reforçar seu compromisso com o respeito absoluto ao sigilo judicial, um ponto que, segundo analistas, pode ser visto como resposta a críticas de parlamentares.
Apoio no Congresso
Senadores do Centrão apontam que a resistência à recondução de Gonet é majoritariamente concentrada no bolsonarismo. Apesar de algumas vozes contrárias, o procurador é considerado bem-visto em diversas partes do Congresso, incluindo membros do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. A percepção é de que Gonet mantém um bom diálogo com os parlamentares.
Durante a sabatina, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou Gonet, afirmando que ele estaria cumprindo ordens do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O procurador foi responsável por pedir a condenação de Bolsonaro em um caso relacionado à tentativa de golpe, resultando na sentença de 27 anos e três meses de prisão imposta pelo STF.
Os parlamentares não perceberam movimentos concretos para barrar a recondução de Gonet, apesar de um certo receio do governo Lula em relação à sabatina. O cenário atual indica que a aprovação de seu novo mandato pode avançar sem maiores obstáculos.
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