- A preocupação com a violência atingiu trinta e oito por cento, acima de economia e corrupção, segundo a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (12), em levantamento realizado entre 6 e 9 de novembro com 2.004 entrevistados e margem de erro de dois pontos percentuais.
- A operação no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho resultou em 121 vítimas e recebeu críticas, incluindo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a classificou como desastrosa.
- Sessenta e cinco por cento dos brasileiros não desejam operações semelhantes em seus estados; quarenta e oito por cento afirmam que a violência no Rio de Janeiro é maior do que em outros estados.
- Trinta e sete por cento apoiam equiparação de facções criminosas a terrorismo, e quarenta e seis por cento enxergam leis mais rígidas como solução; quarenta e seis por cento citam aumento do policiamento como solução.
- Em medidas propostas, oitenta e oito por cento apoiam aumentar a pena de homicídio e sessenta e cinco por cento apoiam retirar o direito de visita íntima; apoio a armar a população é de vinte e seis por cento, e quarenta e seis por cento aprovam que estados criem suas próprias leis.
A preocupação com a violência no Brasil atingiu 38%, superando as preocupações com economia e corrupção, de acordo com a pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (12). O levantamento, realizado entre 6 e 9 de novembro, revela um cenário alarmante em meio a discussões sobre endurecimento das penas para crimes organizados e o rescaldo de uma megaoperação policial no Rio de Janeiro.
A operação, que visava o Comando Vermelho, resultou em 121 vítimas e gerou críticas, incluindo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a classificou como desastrosa. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas e apresenta uma margem de erro de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Opinião Pública
Os dados mostram que 55% dos brasileiros não desejam que operações semelhantes sejam realizadas em seus estados. Felipe Nunes, CEO da Quaest, afirma que a percepção de violência no Rio de Janeiro é considerada 84% maior do que em outros estados, o que justifica a realização de operações ali.
Além disso, 46% dos entrevistados acreditam que a solução para a violência passa por leis mais rígidas e penas maiores. Apenas 11% veem o aumento do policiamento como uma solução eficaz. A pesquisa também indica que 73% da população apoia a equiparação das facções criminosas ao terrorismo, uma posição que contraria a visão do governo.
Medidas Propostas
A pesquisa aponta que medidas como aumentar a pena de homicídio (88%) e retirar o direito de visita íntima (65%) têm maior apoio popular. Em contraste, propostas como armar a população (26%) e permitir que estados criem suas próprias leis (46%) têm menor apelo.
Esses dados refletem uma crescente insatisfação com a segurança pública e um clamor por medidas mais rigorosas no enfrentamento da violência no país.
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