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Gonet e Moraes denunciam apequenamento de instituições

Procurador-geral Paulo Gonet recebe duras críticas na sabatina; Moraes é confrontado em Ação Penal 2696, com intervenção de Dino

Alexandre de Moraes e Paulo Gonet: sintomas do mesmo problema. (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)
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  • No programa Última Análise, nesta quarta-feira, o procurador-geral da República Paulo Gonet e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes foram alvo de críticas, incluindo a sabatina no Senado e o julgamento da Ação Penal mil duzentos sessenta e nove seis (2696). Flávio Bolsonaro, senador pelo Partido Liberal (PL-RJ), disse que Gonet “envergonha” o MPF.
  • Durante a sabatina, Flávio Bolsonaro mencionou Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Moraes, que enfrenta investigação por denúncias de irregularidades.
  • O ex-procurador Deltan Dallagnol descreveu a situação como uma “fratura exposta” na atuação de Moraes, que, segundo ele, se coloca como vítima.
  • No julgamento da Ação Penal 2696, o advogado Jeffrey Chiquini questionou a validade das provas, ao apontar que as imagens vêm de um celular apreendido pela Polícia Federal, o que levanta questões de contraditório; André Marsiglia afirmou que defesa e acusação devem ter acesso às mesmas evidências.
  • Após o embate, o ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do STF, pediu urbanidade na sessão; Dallagnol criticou a intervenção e Marsiglia ironizou possível reação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O programa Última Análise é transmitido ao vivo no YouTube, de segunda a sexta, das 19h às 20h30.

No programa Última Análise, transmitido na quarta-feira (12), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, foram alvo de intensas críticas. Gonet enfrentou uma sabatina no Senado Federal, onde o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) o acusou de “envergonhar” o Ministério Público Federal (MPF). A tensão aumentou com o julgamento da Ação Penal 2696, que investiga supostas ações golpistas.

Durante a sabatina, Flávio Bolsonaro mencionou o caso do ex-assessor de Moraes, Eduardo Tagliaferro, ressaltando a investigação que ele enfrenta por denúncias de irregularidades. O ex-procurador Deltan Dallagnol descreveu essa situação como uma “fratura exposta” na atuação de Moraes, que, segundo ele, se posiciona como vítima em vez de lidar com as acusações.

Conflito no Julgamento

No julgamento da Ação Penal 2696, o advogado Jeffrey Chiquini, defensor do tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo, questionou Moraes sobre a validade das provas apresentadas. Chiquini destacou que as imagens usadas no processo foram obtidas de um celular apreendido pela Polícia Federal, o que levantou questões sobre o contraditório no julgamento. O jurista André Marsiglia apontou a necessidade de que a defesa e a acusação tenham acesso às mesmas evidências para garantir um julgamento justo.

Após o embate, o ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do STF, interveio, exigindo que os advogados mantivessem “urbanidade” durante a sessão. Essa postura foi criticada por Dallagnol, que sugeriu que Dino estava tentando silenciar críticas legítimas, enquanto Marsiglia ironizou a possível reação da OAB, que poderia defender a atitude de Dino.

As discussões em torno da atuação de Gonet e Moraes refletem um clima de desconfiança nas instituições brasileiras, com especialistas afirmando que não há instituição que não tenha sido “apequenada” por seus ocupantes. O programa Última Análise, que discute essas questões de forma aprofundada, é veiculado ao vivo no YouTube, de segunda a sexta-feira, das 19h às 20h30.

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