Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Oposição aponta benefício ao MST com decreto de Lula

A oposição apresenta projeto para suspender o Decreto nº 12.710, que amplia proteção a defensores de direitos humanos e envolve regularização fundiária; críticos veem risco de escolta policial ao MST

Defensor do MST, Lula assina decreto que pode garantir proteção ao grupo durante invasões de terra, segundo a oposição. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
0:00
Carregando...
0:00
  • Governo federal aprovou o Decreto nº 12.710, que cria o Plano Nacional de Proteção a Defensoras e Defensores de Direitos Humanos, ampliando a proteção a grupos e comunidades e envolvendo sete ministérios, incluindo Justiça e Segurança Pública.
  • A oposição, liderada pela senadora Tereza Cristina (PP‑MS), apresentou um projeto de decreto legislativo para suspender a norma, argumentando que ela pode ampliar apoio ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ao facilitar acesso a recursos públicos e proteção policial.
  • Críticos afirmam que a redação extrapola o escopo tradicional da política de proteção e pode instrumentalizar a política fundiária, legitimando invasões de propriedades.
  • Parlamentares, como o deputado Pedro Lupion (Republicanos‑PR), afirmam que o governo provoca caos no campo e põe em risco a segurança jurídica dos produtores.
  • O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (Plínio), também se manifestou contra, apontando o risco de o MST contar com escolta policial em ações.

A recente norma aprovada pelo governo federal, que visa ampliar a proteção a defensores de direitos humanos, está gerando polêmica no Congresso. O Decreto nº 12.710, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabelece o Plano Nacional de Proteção a Defensoras e Defensores de Direitos Humanos, abrangendo grupos e comunidades. A oposição, no entanto, critica a medida, afirmando que ela pode beneficiar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ao facilitar o acesso a recursos públicos e proteção policial.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) lidera a oposição ao apresentar um projeto de decreto legislativo para suspender a nova norma. Em sua visão, a redação do decreto “extrapola por completo o escopo tradicional” da política de proteção, sugerindo uma instrumentalização da política fundiária que poderia legitimar invasões de propriedades. O texto anterior, assinado por Jair Bolsonaro, tinha um foco mais restrito, limitando a proteção a indivíduos ameaçados em suas atividades.

Críticas e Consequências

A norma atual envolve sete ministérios, incluindo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, que deve atuar na segurança dos defensores. A oposição argumenta que isso poderá resultar em situações onde invasores de terras recebam apoio policial antes mesmo de uma reintegração de posse ser solicitada. O deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR) expressou sua preocupação, afirmando que o governo está “provocando o caos no campo” e atacando a segurança jurídica dos produtores.

Além disso, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), também se manifestou contra o decreto, prevendo que o MST poderá contar com escolta policial em suas ações. Com a ampliação do conceito de defensores de direitos humanos, a discussão sobre o impacto da norma se intensifica, especialmente em relação à regularização fundiária e ao etnodesenvolvimento. A oposição vê um risco real de que a nova política favoreça grupos que atuam em áreas controversas.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais