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Moraes mantém prisão de ex-assessor de Bolsonaro por extrema periculosidade

O ministro do STF Alexandre de Moraes manteve a prisão preventiva do coronel Marcelo Câmara, réu do núcleo 2, por extrema periculosidade e risco à ordem pública

Moraes manteve a prisão preventiva do coronel Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
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  • O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes manteve, nesta sexta-feira, 14 de setembro de 2025, a prisão preventiva do coronel Marcelo Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro.
  • Câmara está detido desde junho de 2024, acusado de descumprir medidas cautelares e de envolvimento em uma suposta tentativa de golpe de Estado; o caso ainda tramita no STF.
  • Moraes justificou a decisão com base na extrema periculosidade do réu e no risco à ordem pública, destacando provas que indicam crimes graves e autoria.
  • A investigação envolve possível obstrução de Justiça e abriu um inquérito contra Câmara e seu advogado Eduardo Kuntz, após contatos com o delator Mauro Cid.
  • O ministro negou pedido de Câmara para participar da formatura da filha em Medicina, ressaltando o risco representado pela liberdade diante de informações sigilosas do acordo de colaboração de Cid.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu, nesta sexta-feira (14), manter a prisão preventiva do coronel Marcelo Câmara, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro. Câmara está detido desde junho de 2024, acusado de descumprir medidas cautelares e envolvimento em uma suposta tentativa de golpe de Estado. O caso ainda tramita no STF e envolve investigações sobre obstrução de Justiça.

Moraes justificou a decisão com base na extrema periculosidade do réu e no risco à ordem pública. O ministro destacou que as provas coletadas indicam a existência de crimes graves e evidências suficientes de autoria, além de apontar para a necessidade de resguardar a aplicação da lei penal. Câmara foi inicialmente preso em janeiro de 2024, mas obteve liberdade provisória em maio, sob condições restritivas.

Detalhes da Investigação

A investigação contra Câmara inclui alegações de que ele liderava um núcleo de “inteligência paralela”, coletando informações estratégicas para o então governo. A Polícia Federal afirma que ele monitorou o itinerário do ministro Moraes, referindo-se a ele em comunicações como “professora”. As ações de Câmara levaram à abertura de um inquérito contra ele e seu advogado, Eduardo Kuntz, por suposta obstrução de Justiça após contatos indevidos com o delator Mauro Cid.

Recentemente, Moraes negou um pedido de Câmara para participar da formatura de sua filha em Medicina, ressaltando que as tentativas de obter informações sigilosas do acordo de colaboração de Cid evidenciam o risco que sua liberdade representa. A defesa do coronel argumenta que as provas são frágeis e que a acusação se baseia em delações obtidas sob pressão.

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