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Dino critica Mendonça por ativismo judicial e afirma que é espuma na praia

Ministro da Justiça Flávio Dino rejeita ativismo no Supremo Tribunal Federal; núcleo três condena nove de dez réus; André Mendonça critica insegurança jurídica

Crítica foi feita durante julgamento do "núcleo 3" da suposta tentativa de golpe de Estado, que condenou 9 dos 10 réus. (Foto: Gustavo Moreno/STF)
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  • Nesta terça-feira, 18 de novembro, o ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), rebateu acusações de “ativismo judicial” feitas por André Mendonça durante o julgamento do núcleo 3, no qual nove dos dez réus foram condenados por unanimidade.
  • Dino afirmou que o STF atua no estrito cumprimento da lei, classificando as críticas como “espuma na praia”.
  • Mendonça havia defendido, em palestra no grupo empresarial Lide em São Paulo, que o Brasil vive insegurança jurídica e enfraquecimento institucional, citando decisões sobre o Marco Civil da Internet como exemplos de interferência.
  • Em resposta, Dino disse que as críticas são infundadas e visam apenas obter aplausos fáceis, ressaltando que o tribunal se limita a interpretar a Constituição a partir dos fatos apresentados.
  • O ministro Alexandre de Moraes acompanhou o voto de Dino, reforçando apoio às condenações; o núcleo 3 havia condenado sete réus por crimes graves, entre eles organização criminosa e golpe de Estado, com um general absolvido.

O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), refutou nesta terça-feira, 18 de novembro, as alegações de “ativismo judicial” feitas pelo colega André Mendonça. A discussão ocorreu durante o julgamento do núcleo 3 da ação que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Com o voto de Dino, nove dos dez réus foram condenados por unanimidade.

Dino classificou as críticas de Mendonça como “espuma na praia”, ressaltando que o STF atua estritamente dentro da legalidade. Mendonça, em uma palestra no grupo empresarial Lide em São Paulo, havia afirmado que o Brasil enfrenta um momento de insegurança jurídica e enfraquecimento institucional, citando decisões do STF sobre o Marco Civil da Internet como exemplos de interferência.

Resposta a Críticas

Em resposta, Dino argumentou que as acusações de ativismo judicial são infundadas e utilizadas para deslegitimar o tribunal. Ele afirmou que as críticas são uma tentativa de obter aplausos fáceis e que não têm suporte material. O ministro enfatizou que a Corte se limita a aplicar e interpretar a Constituição conforme os fatos apresentados.

Dino também alertou que julgamentos como o do núcleo 3 podem se prolongar, dependendo de novas delações ou provas que o Ministério Público Federal possa apresentar. O julgamento recente resultou na condenação de sete réus por crimes graves, incluindo organização criminosa e golpe de Estado, enquanto um general foi absolvido.

Implicações Futuras

O ministro Alexandre de Moraes, que acompanhou o voto de Dino, também se posicionou a favor das condenações, reforçando a ideia de que a atuação do STF é pautada pela legalidade. As tensões entre os ministros refletem um cenário de polarização política e a necessidade de um diálogo mais construtivo sobre o papel do Judiciário no Brasil.

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