- Em quinze de novembro de dois mil e vinte e cinco, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou, durante o Almoço Empresarial Lide em São Paulo, que o Brasil vive uma grave crise de violência, insegurança jurídica e enfraquecimento institucional, descrevendo o país como “doente”.
- Mendonça criticou o ativismo judicial do STF, disse que um mesmo poder não pode ter a primeira e a última palavra e pediu equilíbrio entre as instituições.
- Ele citou indicadores internacionais de governança do Banco Mundial para mostrar que o Brasil fica abaixo da média da América Latina em estabilidade política e controle da violência.
- Relato pessoal: disse ter sido impedido de participar de um trabalho social no Rio de Janeiro por questões de segurança, para ilustrar retrocesso em indicadores de governança.
- Garantiu que permanece atuando nas investigações de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e que não haverá perseguição; afirmou estar comprometido com a justiça e a apuração dos ilícitos.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou, nesta segunda-feira, 17 de novembro, que o Brasil enfrenta uma grave crise, caracterizada por violência, insegurança jurídica e enfraquecimento institucional. Durante um evento do Almoço Empresarial Lide, em São Paulo, ele descreveu o país como “doente”, ressaltando a necessidade de um equilíbrio nas instituições.
Mendonça criticou o que considera ativismo judicial do STF, especialmente em relação a decisões sobre a regulamentação das redes sociais. Ele defendeu que “um mesmo poder não pode dar a primeira e a última palavra”. O ministro também utilizou indicadores internacionais de governança do Banco Mundial para ilustrar que o Brasil está abaixo da média da América Latina em aspectos como estabilidade política e controle da violência.
Em um relato pessoal, Mendonça mencionou ter sido impedido de participar de um trabalho social no Rio de Janeiro devido a questões de segurança. Essa situação, segundo ele, evidencia que o país retrocedeu em vários indicadores de governança. “A nossa realidade hoje não é boa”, afirmou, reforçando que a discussão sobre segurança jurídica indica um ambiente de instabilidade.
Críticas ao Estado
O ministro destacou que as respostas do Estado têm sido insuficientes frente ao avanço do crime organizado, comparando a abordagem atual a “tratar um problema de câncer com pirulito de açúcar”. Mendonça enfatizou que o enfrentamento à criminalidade deve ir além de políticas governamentais.
Apesar das críticas, ele garantiu que sua atuação nas investigações sobre fraudes no INSS continuará sem perseguições. “A única coisa que posso me comprometer é ser responsável”, concluiu, reafirmando seu compromisso com a justiça e a apuração dos ilícitos.
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