- Jair Bolsonaro foi preso em sua villa em Brasília e levado a uma base da Polícia Federal, a cerca de 7 milhas do palácio presidencial.
- A prisão preventiva foi solicitada pelo Supremo Tribunal Federal; o motivo não foi formalmente informado.
- Em setembro, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por conspirar para impedir a vitória de Lula; a execução da pena ainda depende de recursos legais.
- A detenção atual não teria ligação direta comprovada com o caso do golpe, mas autoridades mencionam a manutenção da ordem pública.
- Bolsonaristas planejavam vigília no fim de semana em apoio ao ex-presidente, que vive em prisão domiciliar desde agosto, conforme divulgou o senador Flávio Bolsonaro.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso neste sábado em sua villa em Brasília, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva emitido a pedido do STF. Ele foi levado para uma base da Polícia Federal a cerca de 11 quilômetros do Palácio do Planalto. O motivo da prisão não foi informado de imediato.
A detenção ocorre no âmbito de decisão judicial cujo objetivo não ficou claro oficialmente. Bolsonaro, de 70 anos, já tinha sido condenado, em setembro, a 27 anos e três meses de prisão por suposta participação em um golpe para impedir a vitória de Lula, mas ainda não havia sido preso por esse veredito.
A PF confirmou, em nota curta, a emissão do mandado e a origem da ordem. A prisão ocorreu no fim de semana em que apoiadores planejavam vigília diante do condomínio de alto padrão onde o ex-presidente está sob monitoramento domiciliar desde agosto.
Contexto
A prisão não está diretamente ligada ao acórdão de 2022, segundo informações de assessores. Bolsonaro tem casa de proteção sob regime de prisão domiciliar e, desde agosto, aguarda recursos jurídicos sobre o caso.
Um dos advogados de Bolsonaro, Celso Vilardi, afirmou à AFP que o ex-presidente está preso, mas ainda não sabe o motivo. Não houve confirmação oficial sobre influência de novas acusações ou crimes vinculados à prisão.
A posição de apoiadores foi de mobilização prevista para o fim de semana, com críticas ao que chamam de perseguição política. Partidários do ex-presidente também discutem a possibilidade de protestos em Brasília.
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