- O ministro Alexandre de Moraes apresentou, em 24 de novembro de 2025, seu voto pela manutenção da prisão preventiva de Jair Bolsonaro, na sessão extraordinária da Primeira Turma do STF, com base em indícios de fuga e descumprimento de medidas cautelares.
- Moraes já havia convertido a prisão domiciliar de Bolsonaro em preventiva após a tentativa de romper a tornozeleira eletrônica e a convocação de uma aglomeração de alto risco por seu filho, Flávio Bolsonaro.
- O relator citou gravíssimos indícios de que Bolsonaro tentou fugir, incluindo um vídeo que supostamente comprova a violação da tornozeleira e marcas de queimadura no equipamento.
- Também mencionou histórico de descumprimento de medidas cautelares, abrangendo ações nas redes sociais e participação em atos antidemocráticos.
- Resta aos demais ministros da Primeira Turma — Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino — decidir se ratificam a prisão; se mantida, Bolsonaro permanece preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
O ministro Alexandre de Moraes apresentou, nesta segunda-feira (24), seu voto pela manutenção da prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão ocorre em uma sessão extraordinária da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e considera indícios de fuga e descumprimento de medidas cautelares. Moraes já havia convertido a prisão domiciliar de Bolsonaro em preventiva após a tentativa de romper a tornozeleira eletrônica e a convocação de uma aglomeração de alto risco por seu filho, Flávio Bolsonaro.
O relator destacou que existem “gravíssimos indícios” de que Bolsonaro tentou fugir, citando um vídeo que comprova a violação da tornozeleira. O equipamento apresentava marcas de queimadura, o que levanta suspeitas sobre o uso de ferramentas para danificá-lo. Moraes também mencionou o histórico de descumprimento de medidas cautelares, incluindo ações nas redes sociais e participação em atos antidemocráticos.
Motivos para a Manutenção da Prisão
Moraes argumentou que a convocação de uma “vigília” por Flávio Bolsonaro reflete um padrão de mobilizações semelhantes às que antecederam os eventos de 8 de janeiro. O ministro considera que essas ações são parte de uma estratégia para tumultuar a situação e facilitar uma possível evasão do ex-presidente. Ele ainda classificou o comportamento de Bolsonaro e seus aliados como continuidade de uma “organização criminosa” já condenada pelo STF por tentativas de golpe de Estado.
Agora, cabe aos demais ministros da Primeira Turma – Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino – decidir se ratificam ou não a prisão preventiva. Se a decisão for mantida, Bolsonaro permanecerá detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, enquanto o processo relacionado à suposta trama golpista avança.
Entre na conversa da comunidade