- Haida conseguiu o reconhecimento de título aborígene sobre as ilhas Xhaaidlagha Gwaayaai, com a necessidade de consentimento de comunidades First Nations em projetos futuros.
- O primeiro-ministro Mark Carney e a primeira-ministra de Alberta, Danielle Smith, fecharam um acordo para um oleoduto de óleo pesado até o Pacífico, com poderes para acelerar licenças.
- O acordo levou à demissão do ministro Steven Guilbeault; Haida e Coastal First Nations disseram não ao projeto.
- Não há proponente, rota, nem financiamento definidos; líderes de British Columbia e CFN criticam a medida e ressaltam a oposição indígena.
- O pacto busca ligar exportações de petróleo a metas de emissões zero até mil-quatrocentos e cinquenta, mas enfrenta resistência contínua e sem garantia de viabilidade.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e a primeira-ministra de Alberta, Danielle Smith, anunciaram um acordo para um possível oleoduto de óleo pesado até o Pacífico, com poderes para acelerar licenças. O pacto envolve também medidas para atrair participação acionária e discutir custos ambientais. O acordo provocou demissão de Steven Guilbeault, ministro do Meio Ambiente, horas após a assinatura.
A decisão ocorre após décadas de luta da nação Haida pelo reconhecimento do título aborígine sobre as Ilhas Xhaaidlagha Gwaayaai, na costa da Colúmbia Britânica. Organizações como a Coastal First Nations criticaram o projeto, afirmando que não há interesse em co-gestão ou benefícios econômicos de uma obra que ameaça o modo de vida costeiro.
Haida e CFN já indicaram forte oposição, destacando riscos de derramamento e impactos ambientais. Líderes indígenas defendem a necessidade de consentimento completo e de salvaguardas que protejam comunidades e ecossistemas.
O acordo também divide críticas entreprovindências: Alberta pode ampliar exportações de petróleo, enquanto Ottawa busca manter metas de emissões. Críticos dizem que a pactuação pode deslocar recursos de projetos com impactos mais restritos a comunidades locais.
Especialistas alertam que ainda não há proposta de proponente, rota definida ou financiamento privado. Autoridades estaduais e federais afirmam que o pacto não garante a viabilidade econômica sem apoio indígena sólido e consenso social.
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