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PM da Bahia proíbe filiação de agentes da ativa

PM da Bahia determina desfiliação de policiais ativos filiados a partidos, com prazo de quinze dias, relatório em quarenta e five dias e 52 candidatos eleitos em 2024

PM da Bahia proíbe filiação de agentes da ativa
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  • A cúpula da Polícia Militar da Bahia determinou a desfiliação de policiais ativos registrados em partidos no estado, conforme recomendação do Ministério Público após levantamento da Justiça Eleitoral que identificou ao menos oitenta policiais nessas condições.
  • Os comandos foram orientados a notificar os profissionais para desfiliação em até quinze dias, sob pena de abertura de processo disciplinar.
  • Também foi determinado o início de rotinas de verificação periódica junto à Justiça Eleitoral e o envio, em até quarenta e cinco dias, de um relatório detalhado das ações.
  • A partir de agora, diretores e comandos da corporação vão monitorar todos os pleitos eleitorais para identificar a participação de policiais como candidatos, visando regularização ao fim do mandato.
  • Em dois mil e vinte e quatro, cinquenta e dois candidatos eleitos para prefeitos e câmaras em todo o país reforçaram a presença de policiais e integrantes das Forças Armadas no cenário eleitoral, segundo o Instituto Sou da Paz.

A cúpula da Polícia Militar da Bahia determinou a desfiliação de policiais da ativa que estejam registrados em partidos no estado. A decisão atende a recomendação do Ministério Público baiano, após levantamento da Justiça Eleitoral que identificou ao menos 80 PMs nessa situação. A norma é apresentada como incompatível com a Constituição, com o Estatuto dos Policiais Militares e com a neutralidade institucional.

A maior parte dos casos ficou concentrada no oeste da Bahia, conforme o ofício do MP. A medida reforça a necessidade de alinhamento entre disciplina, hierarquia e participação política, segundo a PM. A orientação é que os agentes deixem as siglas em até 15 dias sob pena de abertura de processo disciplinar.

A PM também estabeleceu rotinas de verificação periódica junto à Justiça Eleitoral e exigirá relatório detalhado em 45 dias sobre as ações adotadas. O objetivo é manter o controle sobre a atuação de policiais no ambiente político e evitar conflitos de interesse.

Ações obrigatórias

A partir de agora, comandos devem notificar os profissionais para desfiliação em 15 dias. Caso não cumpram, haverá instauração de processo administrativo disciplinar. Os serviços de checagem eleitoral serão monitorados pelos dirigentes da corporação.

Além disso, o comando passa a acompanhar pleitos eleitorais para identificar policiais que sejam candidatos. A regularização ocorrerá ao término do mandato, quando o eleito estiver fora da função pública, ou imediatamente após retorno à atividade se não for eleito.

Contexto eleitoral

Dados de 2024 indicam maior envolvimento de profissionais de segurança no processo eleitoral: 52 candidatos eleitos para Executivos municipais, conforme levantamento do Instituto Sou da Paz. A PM enfatiza que a medida visa assegurar neutralidade e cumprir normas legais durante o período eleitoral.

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