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Lula critica Congresso por emendas e afirma que eleitores devem mudar votos

Lula acusa Congresso de emendas de 50 bilhões com 65% pagas em 2026, em meio a crise entre Executivo e Legislativo e a pauta-bomba no Senado

Presidente reforçou o discurso de "sequestro de 50% do orçamento" para criticar parlamentares por emendas. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • Lula criticou o Congresso por emendas impositivas que somam R$ 50 bilhões neste ano, com 65% possivelmente pagos obrigatoriamente em 2026 no primeiro semestre.
  • A fala ocorre em meio a uma crise entre Executivo e Legislativo, envolvendo a indicação de Jorge Messias ao STF e descontentamento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
  • O presidente reiterou a crítica ao que chama de “sequestro de 50%” do orçamento da União, afirmando que a mudança depende de quem governa e aprova as medidas.
  • O governo também vetou leis para proteger o agronegócio, mas deputados e senadores derrubaram alguns vetos, ampliando atritos com lideranças governistas.
  • A Câmara e o Senado aprovaram a chamada pauta-bomba, que pode gerar gasto não previsto de R$ 20 bilhões em dez anos, aumentando a tensão entre os poderes.

Nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o Congresso Nacional pelo volume de emendas parlamentares impositivas, estimadas em 50 bilhões de reais neste ano. Segundo Lula, 65% dessas emendas poderiam ser pagas obrigatoriamente no primeiro semestre de 2026, ainda antes do período eleitoral. A fala ocorreu durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS).

A crítica se insere num cenário de impasse entre Executivo e Legislativo: eleições, vetos a leis, e divergências internas sobre nomes indicados para o STF. Além disso, a tensão envolve a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF, apontada como alvo de resistência por parte do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Contexto institucional

O governo aponta que a seção do orçamento dedicada às emendas tem sido alvo de acirramento político. Lula afirmou que o Congresso sequestra metade do orçamento da União, posição já expressa anteriormente, e que a solução depende de mudanças no corpo político que aprovou tais medidas.

Crise no Legislativo

A crise envolve o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o deputado Guilherme Derrite, que atua como relator de projeto contra facções criminosas. A tentativa de diálogo entre governo e Parlamento tem enfrentado rupturas entre líderes petistas e membros do Legislativo, ampliando as dificuldades de articulação.

Pauta-bomba e desdobramentos

Outra consequência do embate foi a aprovação no Senado de uma pauta considerada de alto custo, com impacto estimado de 20 bilhões de reais ao longo de dez anos. O tema amplia a sensação de desequilíbrio entre os poderes e reforça o ciclo de críticas entre Executivo e Legislativo.

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