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Relator afirma que Messias não tem votos suficientes para aprovação

Weverton admite que Messias não tem 41 votos; sabatina é cancelada pela ausência da mensagem oficial, enquanto governo busca apoio e Senado reage a decisões monocráticas

Relator diz que fará o possível para evitar que a insatisfação com a decisão de Gilmar sobre impeachment contamine a articulação de Messias. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
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  • O senador Weverton Rocha afirmou que o advogado-geral da União, Jorge Messias, ainda não tem 41 votos para ser aprovado pelo Senado, sendo o relator da indicação na Comissão de Constituição e Justiça.
  • A sabatina ficou cancelada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após o governo não enviar a mensagem oficial com a indicação; estava prevista para o dia dez.
  • Weverton disse ver muito otimismo de Messias em conseguir o apoio necessário entre os senadores e trabalhar para não vincular insatisfações com decisões do STF ao processo.
  • Alcolumbre disse que o Legislativo tomará providências para reduzir decisões monocráticas do STF, citando a atuação do decano da Corte.
  • Messias pediu que Gilmar Mendes reconsidere a decisão que restringe denúncias contra ministros do STF, em gesto ao Senado durante a sessão.

Weverton Rocha, relator da CCJ, disse nesta quarta-feira que o advogado-geral da União, Jorge Messias, ainda não tem os 41 votos necessários para a aprovação no Senado. A afirmação foi dada durante entrevista à TV Globo, em tom cauteloso sobre o ritmo da tramitação da indicação ao STF.

A sabatina de Messias, inicialmente marcada para o dia 10, foi suspensa pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após o governo não enviar a mensagem oficial de indicação. O atraso gerou incertezas sobre o andamento do processo.

Messias mantém otimismo sobre a obtenção de apoio entre os senadores e informou que pretende evitar que descontentamentos com decisões do ministro Gilmar Mendes contagiem a articulação política. O senador afirmou ainda que trabalha para não vincular o tema ao desgaste com o STF.

Reações e desdobramentos

Alcolumbre reagiu às decisões monocráticas da corte, dizendo que o Legislativo tomará providências para restringir esse tipo de atuação. O presidente do Senado também criticou a atuação de Gilmar Mendes e disse que há espaço para mudanças no equilíbrio entre os Poderes.

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