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Inquérito sobre gangues de grooming deve considerar etnia e religião, diz Badenoch

Inquérito nacional sobre redes de grooming deve considerar etnia, religião e fatores culturais, com prazo de dois anos, afirma oposição; governo enfrenta atrasos

‘[Louise Casey’s] report said that those who downplay the ethnicity of perpetrators are continuing to let down society, local communities and the victims. We agree,’ Badenoch said. Photograph: Lucy North/PA
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  • A investigação nacional sobre gangues de grooming deve considerar etnia, religião e outros fatores culturais, afirmou Kemi Badenoch.
  • O governo enfrenta críticas por atrasos e disputas sobre o alcance da investigação, com a nomeação de um chair ainda pendente.
  • Louise Casey já indicou casos envolvendo etnias asiáticas/pakistanis em seu relatório, e críticos dizem que não reconhecer essa realidade prejudica vítimas e comunidades.
  • Oposição conservadora propõe termos de referência com foco na etnia/religião e prazo de dois anos para a investigação.
  • Muitos incidentes e controvérsias envolvendo a comissão levaram à saída de candidatos a chair e à saída de mulheres do painel de liaison com vítimas.

A discussão sobre uma investigação nacional de gangues de grooming ganhou impulso após anúncios do governo, atrasos e controvérsias sobre o alcance do tema. A oposição cobra diretrizes mais claras e foco em etnia, religião e fatores culturais.

Kemi Badenoch, líder da oposição, afirmou que a investigação deve considerar a etnia, religião e contextos culturais, com prazo limitado. Ela falou a uma coletiva em Londres, defendendo transparência e abrangência.

Badenoch destacou que o relatório de Louise Casey já indicou casos envolvendo etnias asiáticas e paquistanesas, e que é preciso evitar minimizar a etnia dos agressores. Ela pediu apoio às vítimas.

O grupo conservador propõe termos de referência que incluem etnia e religião, além de um limite de dois anos para a apuração. A proposta também demanda foco em abusos não familiares.

As negociações estão marcando atraso na criação da investigação, anunciada pelo primeiro-ministro em junho. Em outubro, os dois últimos candidatos para presidir o inquérito deixaram o processo.

Uma reformulação de roteiro com apoio de algumas vítimas também foi descartada pela oposição, que pressiona por diretrizes mais restritas. Autoridades reconhecem que pode levar meses para nomear um chair.

O governo defende que a apuração seja coordenada por autoridades nacionais, locais e pela própria administração, sem excluir qualquer órgão se necessário, mas enfrenta resistência sobre o escopo exato.

Propostas em disputa

  • Elemento central: disputa entre manter o foco em etnia/religião e estabelecer prazos claros.
  • Tempo de duração: conservadores defendem dois anos; governo busca flexibilidade com limites temporais.

A contextualização aponta que a questão envolve políticas de proteção infantil, cooperação entre esferas de poder e medidas de apoio às vítimas, sem que haja consenso definitivo sobre o formato da investigação.

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