- O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que a ação de Glauber Braga ao ocupar a cadeira da mesa foi de intimidação travestida de ato político e que Braga é reincidente.
- Motta disse que vai apurar possíveis excessos contra a imprensa e que a cassação de Glauber Braga será analisada até amanhã no plenário.
- A sessão teve corte de transmissão pela TV Câmara e houve retirada à força de Braga pela polícia legislativa durante a ocupação da mesa diretora.
- Imagens e relatos mostraram uso de força pelos agentes; Motta prometeu averiguar os fatos.
- A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) emitiu nota de repúdio ao cerceamento da imprensa.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, criticou a atuação de Glauber Braga ao ocupar a cadeira da Presidência da Câmara nesta terça-feira, 9. Braga, do PSOL, permaneceu no espaço na Mesa Diretora, caracterizando a ação como tentativa de dificultar o andamento dos trabalhos e provocou a retirada pela força pela Polícia Legislativa. O episódio também provocou corte da transmissão da sessão pela TV Câmara.
Motta afirmou que o ato foi classificado como intimidação travestida de ato político e que Braga é reincidente em interrupções ao funcionamento da Câmara. Segundo o presidente, já houve ocupação anterior de comissões por Braga, incluindo uma greve de fome que durou mais de uma semana. A declaração foi publicada pelo chefe da Câmara em suas redes sociais.
A Câmara informou que irá apurar possíveis excessos contra a imprensa durante o ocorrido, incluindo o corte de sinal e a atuação da Polícia Legislativa na retirada do parlamentar. A sessão seguiu com o protocolo de remoção e houve divulgação de imagens nas redes sociais mostrando o momento da retirada.
Desdobramentos
O plenário deve analisar até amanhã a possibilidade de cassação de Glauber Braga, conforme anunciado por Motta. A medida ocorre após o episódio de ocupação da Mesa e da resistência de Braga em deixar o local, que gerou relatos de truculência na atuação dos agentes.
A Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) emitiu nota criticando o cerceamento da imprensa. A entidade destacou que impedir o trabalho de jornalistas e cortar o sinal da TV Câmara vai contra a liberdade de imprensa. A ABERT ressaltou a necessidade de cobertura isenta dos fatos.
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