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Relator da PEC da Segurança propõe referendo sobre redução da maioridade penal

Relator apresenta parecer da PEC da Segurança Pública para referendo em 2028, com redução da maioridade para 16 anos, fim da progressão de regime e custo de R$ 5 bilhões por ano

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  • Relator Mendonça Filho apresenta parecer propondo referendo em 2028 para reduzir a maioridade penal para 16 anos em crimes violentos ou ligados ao crime organizado.
  • Também defende fim da progressão de regime para condenados por crime organizado ou crimes violentos, e ampliar as competências da Polícia Rodoviária Federal para atuar em hidrovias e ferrovias.
  • Propõe mudanças constitucionais para que estados e municípios possam legislar sobre segurança pública, mantendo as polícias sob os governadores, além de criar forças-tarefa e facilitar compartilhamento de dados.
  • A votação na comissão especial deve ocorrer na próxima terça-feira, com expectativa de aprovação no plenário em dois turnos por ao menos 308 votos; também discute-se a obrigatoriedade de prisão provisória não votar.
  • O texto inclui ajustes nos fundos federais de segurança: fim de congelamentos no Fundo Penitenciário Nacional e no Fundo Nacional de Segurança Pública, com estimativa de aumento de cerca de R$ 5 bilhões por ano.

O relator da PEC da Segurança Pública, deputado Mendonça Filho (União-PE), propõe em 2028 um referendo para decidir se a maioridade penal deve ser reduzida para 16 anos em crimes violentos ou ligados ao crime organizado. A sugestão também inclui fim da progressão de regime para esses casos, expansão da PRF e regras de cooperação entre União, estados e municípios.

A proposta prevê que a maioridade penal seja fixada em 16 anos para crimes graves. Além disso, o texto sugere impedir a progressão de regime para condenados por atividades ligadas ao crime organizado ou a delitos violentos. O objetivo técnico é alterar o modelo atual de responsabilização penal.

No âmbito institucional, Mendonça Filho defende a criação de mecanismos de integração entre forças de segurança e de compartilhamento de dados entre órgãos. O relator também propõe ampliar as competências da Polícia Rodoviária Federal para atuar em hidrovias e ferrovias, além das rodovias.

O calendário da PEC prevê a votação no colegiado especial na próxima terça-feira (16). A expectativa é que o tema siga ao plenário, onde a aprovação exigiria ao menos 308 votos em dois turnos. O deputado afirmou que a leitura do relatório ocorrerá na quarta e que poderá haver pedidos de vista.

Há também sugestões de mudanças nos fundos federais que financiam a segurança pública. Entre as medidas, Mendonça Filho propõe não congelar o Funpen e o Fundo Nacional de Segurança Pública, estimando incremento de cerca de R$ 5 bilhões por ano na destinação de recursos. O objetivo é ampliar o financiamento do setor.

O Palácio do Planalto vê a PEC como uma das principais ferramentas para enfrentar o crime organizado e reforçar a segurança pública na agenda eleitoral de 2026. Governadores e secretários de segurança estaduais, porém, criticam pontos que, segundo eles, poderiam restringir a autonomia estadual e engessar ações locais.

O parecer apresentado não é definitivo e ainda pode sofrer alterações. O relator afirmou que permanece aberto a negociações com deputados e lideranças para aperfeiçoar o texto antes da apreciação final. O andamento será acompanhado com atenção pela equipe política do governo e pela oposição.

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