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Advogado que viajou com Toffoli celebra manutenção do mandato de Glauber Braga

Câmara mantém Glauber Braga com suspensão de seis meses, em meio a distúrbios na Mesa; Toffoli e viagem de jatinho ganham destaque

O advogado Augusto de Arruda Botelho já foi secretário nacional de Justiça no governo Lula. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)
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  • A Câmara dos Deputados manteve o mandato de Glauber Braga (PSOL-RJ) com suspensão de seis meses.
  • O advogado Augusto de Arruda Botelho celebrou a decisão e ganhou visibilidade após viajar de jatinho para Lima com o relator Dias Toffoli, sem que as conversas incluíssem o caso.
  • A viagem ocorreu antes do pedido de Habeas Corpus no STF em favor do diretor de compliance da instituição liquidada.
  • O processo também lembra o protesto de 9 de dezembro, quando houve ocupação da mesa diretora e confrontos com a Polícia Legislativa.
  • Carla Zambelli (PL-RJ) continua presa na Itália, aguardando decisão sobre extradição; o relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes.

O plenário da Câmara dos Deputados decidiu, na quarta-feira (10/12), manter o mandato de Glauber Braga (PSOL-RJ) com suspensão de seis meses, no âmbito de processo de cassação que tramita contra ele. A decisão ocorreu em meio a protestos e episódios de tensão na Casa.

No dia anterior, 9/12, Glauber ocupou a mesa diretora da Câmara e se recusou a deixar o espaço. A Polícia Legislativa esvaziou o local e houve cortes no sinal da TV Câmara. Jornais relataram ferimentos entre membros da imprensa.

Contornos do caso e desdobramentos

A decisão de manter Braga reforçou a possibilidade de cassação futura, com inelegibilidade por oito anos caso haja confirmação. O voto ocorreu em meio a desdobramentos sobre a condução da Câmara durante o episódio de ocupação.

Augusto de Arruda Botelho, advogado, comemorou a decisão e ganhou visibilidade após viajar de jatinho particular para Lima com o relator do Banco Master no STF, Dias Toffoli. Toffoli afirmou que as conversas da viagem não discutiram o caso.

Conexões com outras ações

Botelho defende Luiz Antonio Bull, diretor de compliance da instituição liquidada, alvo de ações ligadas ao caso. A viagem ocorreu antes de ele impetrar um Habeas Corpus no STF.

Carla Zambelli (PL-RJ) figura na pauta de decisões da Câmara, com situação ligada a processo de extradição pela Justiça italiana. Zambelli está presa na Itália, que analisa pedido de extradição ao Brasil, sob relatoria de Alexandre de Moraes no STF.

Contexto de origem

Zambelli havia sido condenada por suposta participação em financiamento de invasão aos sistemas do CNJ. O caso envolve também um mandato de prisão contra Moraes, em situação relacionada a declarações sobre vulnerabilidades de sistemas.

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