- Sajid Javid afirmou ao Institute for Government que Boris Johnson era “puppet” de Dominic Cummings antes de deixar o Tesouro em 2020, para evitar um takeover liderado por Cummings.
- Em 2021 voltou ao cargo de secretário da Saúde e deixou o governo novamente em 2022, no mesmo dia que o então chanceler, Rishi Sunak, ao observar que perdeu a confiança no premiê.
- Disse ter sido informado categoricamente por pessoas próximas a Johnson de que não houve partygate, porém reconheceu posteriormente que as festas ocorreram.
- Ao comparar os três premiês que serviu, Javid disse que Cameron foi o mais eficaz, May era bem assessorada mas indecisa, e Johnson foi o menos bem informado e o menos envolvido.
- Relatou ainda a dificuldade de conciliar agenda ministerial com alimentação, mencionando que muitas vezes não havia tempo para comer durante visitas a hospitais ou delegacias.
Sajid Javid revelou em entrevista ao Institute for Government que considerou Boris Johnson um aliado de Dominic Cummings antes de deixar o Tesouro, para não aceitar um comando de Cummings sobre o ministério. Em 2020, ao sair do cargo, ele afirmou que não seria apenas um chanceler nominal e que não aceitaria ser um “boneco” sob orientação de Cummings. A entrevista faz parte da série com ex-ministros.
Javid também contou que deixou o governo novamente em 2022 após perder a confiança no premiê, diante de alegações sobre festas em No 10 durante o lockdown. Ele disse ter sido informado por pessoas próximas a Johnson de que não houve festas, informações que, na visão dele, se mostraram falsas.
Entre viúvas de governo que ele acompanhou, Javid avaliou Cameron como o mais eficaz, May como bem informada, porém indecisa, e Johnson como o menos bem informado e o menos interessado em vários temas. Além disso, ele criticou a gestão ministerial durante o escândalo das festas, destacando impactos na capacidade de funcionamento do governo.
O que aconteceu, quem está envolvido, quando e onde
Javid retornou ao governo como secretário de Saúde em 2021, após a saída de Matt Hancock, e renunciou novamente em 2022, no mesmo dia que o então chanceler Rishi Sunak, em meio ao colapso do governo Johnson. A entrevista ocorreu em Londres, com foco na experiência dele como ministro em diferentes pastas.
Desdobramentos e avaliação dos premiês
O ex-ministro comparou a atuação de Cameron, May e Johnson em termos de comunicação e liderança, sugerindo que Johnson foi o menos bem preparado. As declarações reforçam o debate sobre a influência de Cummings na condução do governo e sobre as decisões tomadas durante o período de festas no governo.
Entre na conversa da comunidade