- A Metropolitan Police informou que oficiais devem declarar aos seus superiores se são maçons, por haver preocupações sobre corrupção e imparcialidade.
- Em consulta interna, dois terços dos respondentes apoiaram a exigência de declaração.
- O comissário Mark Rowley moveu-se para aumentar a confiança pública na força.
- A Maçonaria criticou a medida e pode recorrer à via legal.
- Há relatos de uma investigação recente com alegações vinculadas à Maçonaria, além de referências históricas ao caso Daniel Morgan.
A Polícia Metropolitana confirmou uma regra que obriga oficiais a declarar se são maçons. A medida foi aprovada por dois terços dos respondentes de uma consulta interna e visa esclarecer a percepção pública sobre imparcialidade na força. A decisão ocorre em meio a relatos de ligações entre filiação maçônica e supostas irregularidades.
O comissário Mark Rowley anunciou a iniciativa como forma de aumentar a confiança pública na atuação policial. Segundo a Met, o comunicado não proíbe adesão a organizações semelhantes, mas impõe transparência. A medida gerou críticas da Maçonaria, que avalia ações legais.
Relatórios de investigações recentes incluem alegações ligadas a práticas dentro da força, ainda sem comprovação de vínculos diretos com a Maçonaria. A Met afirmou possuir informações de inteligência sobre possíveis casos de corrupção ligados a relacionamentos pessoais entre membros.
Repercussões
A Federação Maçônica britânica (United Grand Lodge of England) afirmou que valores como integridade e serviço são prioritários e avalia a resposta legal cabível. A Met já informou que a obrigatoriedade não impede a filiação a outras organizações semelhantes.
Histórico relevante aponta investigações antigas sobre o tema, incluindo o caso Daniel Morgan, que destacou suspeitas de impacto de redes de relacionamento entre oficiais. A Met reforçou que a nova regra busca transparência, não expulsar membros.
A decisão segue diretriz de aumentar a confiança na atuação policial e enfrentar críticas sobre possível favorecimento. A força disse que a mudança altera apenas a divulgação de afiliação, não as funções ou carreiras dos agentes.
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