- O deputado Rodrigo Bacellar, afastado da presidência da Alerj por decisão do STF, pediu licença de 10 dias até o recesso, que começa em 19 de dezembro.
- Moraes autorizou a soltura de Bacellar com medidas restritivas: uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com investigados, retenção do passaporte e suspensão do porte de arma.
- Bacellar havia sido preso preventivamente em 3 de dezembro pela Polícia Federal na operação Zargun, que investiga venda de armas para a facção Crimosa Vermelho, com TH Joias intermediando o envio de armas.
- TH Joias, ex-deputado, foi preso; interceptações revelaram contatos entre ele e Bacellar relacionadas ao caso.
- Bacellar permanecerá sob vigilância durante o afastamento.
O deputado Rodrigo Bacellar, União Brasil, foi afastado da presidência da Alerj por decisão do STF. Nesta quarta-feira, 10, ele assinou o pedido de licença de 10 dias para tratar de assuntos particulares.
O regimento da Alerj permite afastamento de até 120 dias, mas Bacellar optou por ficar fora apenas até o início do recesso, previsto para 19 de dezembro. Moraes autorizou a soltura com medidas restritivas.
Entre as medidas, Bacellar deve usar tornozeleira eletrônica, não pode manter contato com investigados, teve o passaporte retido e tem porte de arma suspenso. Ele ficará sob vigilância durante o afastamento.
Contexto e investigação
Bacellar foi preso preventivamente pela Polícia Federal em 3 de dezembro, na operação ligada à Zargun, que investiga vazamento de dados sigilosos. A operação também prendeu TH Joias, ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, suspeito de intermediar envio de armas para o crime organizado.
Interceptações apontaram contatos entre Bacellar e TH Joias. Em 2 de setembro, TH ativou celular e procurou o deputado, que teria sido chamado de “01”. A PF afirma que Bacellar orientou TH a remover objetos da residência para ocultar provas, e houve novas conversas antes da prisão.
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