- A executiva estadual do PT do Rio de Janeiro abriu processo interno contra a deputada Carla Machado, única petista na Alerj a votar pela manutenção da prisão do presidente da Casa, Rodrigo Bacellar.
- A votação que definiu a revogação da prisão de Bacellar ocorreu na Alerj na segunda-feira, 8 de maio, por 42 votos a 21, com duas abstenções e quatro ausências.
- O PT estadual condenou a decisão de Carla Machado e reforçou a necessidade de unidade, coerência partidária e respeito às deliberações democráticas do partido.
- Segundo dirigentes ouvidos em reserva, a deputada pode deixar o PT na janela partidária; o partido afirma que a deputada aguarda esse momento para mudar de sigla.
- Carla Machado tem histórico de prisão pela Polícia Federal em 2012, em operação ligada à compra de votos, e foi ex-prefeita de São João da Barra e ex-vereadora.
A executiva estadual do PT do Rio de Janeiro abriu processo interno contra a deputada Carla Machado, única petista na Alerj a votar pela manutenção da prisão do presidente da Casa, Rodrigo Bacellar. A votação ocorreu na segunda-feira, 8 de maio. O PT afirmou que a decisão desrespeita a unidade e as deliberações democráticas do partido.
Segundo o PT, a deputada pode deixar a sigla na janela partidária. A cúpula estadual destacou que a construção coletiva exige compromisso com a coerência política e a unidade programática. O partido divulgou nota sobre a abertura do processo e orientou que decisões internas sigam o estatuto.
Bacellar foi preso pela Polícia Federal sob suspeita de obstrução de Justiça. Na Alerj, a decisão de 8 de maio revogou a prisão por 42 votos a 21, com duas abstenções e quatro ausências. O episódio integra a disputa interna entre alianças políticas locais.
Detalhes da liderança na Alerj
Carla Machado tem passagem pela prefeitura de São João da Barra, onde atuou como prefeita entre mandatos, e pela Câmara municipal. Ela foi eleita para a Alerj em 2022 com cerca de 34 mil votos. Em 2012, houve prisão relacionada a operação de compra de votos.
Reações e próximos passos
Dirigentes ouvidos sob reserva indicam que a deputada aguarda a janela partidária para definir permanência ou saída do PT. O PT afirmou que o episódio pode impactar a condução do partido na região e pediu respeito às regras internas. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
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