- Plano da Câmara para cassar Glauber Braga (PSOL) e Carla Zambelli (PL) foi desmontado por abstenções, suspensão proposta e reação de PT e PSOL; o quórum não atingiu os votos necessários.
- Lula orientou Gleisi Hoffmann e o líder José Guimarães a atuarem contra a cassação de Glauber, com abstenções e suspensão como saída.
- PL criou própria operação para evitar cassação de Zambelli, esvaziando o quórum e contrariando Centrão e Motta.
- Motta foi pressionado; o presidente da Câmara, Arthur Lira, criticou a condução e chamou a situação de esculhambação, sinalizando dificuldades futuras.
- O desdobramento preocupa votações sensíveis futuras, incluindo processos disciplinares de Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro previstos para a semana seguinte.
Na Câmara dos Deputados, um plano para cassar Glauber Braga (PSOL) e Carla Zambelli (PL) ganhou corpo, com o objetivo de pressionar a Mesa Diretora após votações tensas. A manobra incluía ações sobre dois lados do espectro político.
A estratégia previa cassar um deputado da esquerda e outro da direita, buscando demonstrar força da Presidência. Do lado do governo, a ideia era equilibrar pressões internas e manter autoridade da Câmara. Glauber e Zambelli eram figuras centrais.
A reação foi rápida e complexa, envolvendo PT, PSOL, Centrão e Motta, com resistência de parte da base. O objetivo mudou conforme o andamento das votações e o desgaste com a condução da casa.
Glauber Braga: intervenção de Lula e saída com abstenções
A manhã de quarta-feira mostrou a orientação de Lula para Gleisi Hoffmann mobilizar o líder Guimarães contra a cassação de Glauber. A tática incluiu abstenções para impedir os 257 votos necessários.
O PSOL, em parceria com o PT, buscou também uma alternativa de punição: a suspensão por seis meses. Com isso, a cassação acabou deixada de lado por falta de consenso no plenário.
Lideranças do PSOL argumentaram que a medida seria desproporcional e criaria precedente negativo para o Legislativo. O plenário mostrou resistência à cassação de Glauber Braga.
Carla Zambelli e o esvaziamento do quórum
Em seguida, o PL organizou para evitar a cassação de Carla Zambelli, apesar da condenação do STF que levaria à perda automática do mandato. A manobra esvaziou o quórum necessário para a retirada.
Essa etapa contrariou tanto Centrão quanto a condução de Motta, que havia encaminhado o caso ao plenário. A reação do grupo mostrou alinhamento parcial com grupos dissidentes.
Motta enfrentou críticas internas após os resultados. Alguns aliados, incluindo Lira, reclamaram da condução e do peso de decisões sobre temas sensíveis. A situação abriu novas frentes para votações futuras.
Desdobramentos e impacto político
O episódio enfraquece a condução de Motta na Câmara e sinaliza dificuldades para pautas sensíveis, como outros processos disciplinares já em andamento. A semana seguinte pode trazer novos embates sobre Ramagem e Eduardo Bolsonaro.
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