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Hugo Motta forma bloco e isola governo e oposição na Câmara

Motta busca retomar controle na Câmara com 275 parlamentares, para pautar cassações de bolsonaristas e declarar perda de mandato, elevando tensão com governo e oposição

Presidente da Câmara, Hugo Motta, rompeu com os líderes do PT e do PL (Foto: Douglas Gomes / CD Presidência)
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  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, reorganizou um bloco de centro com 275 deputados para ditar a agenda, isolando-se do governo e da oposição.
  • Motta rompeu com o líder do PT (Partido dos Trabalhadores), Lindbergh Farias, e com o líder do PL (Partido Liberal), Sóstenes Cavalcante, após votações polêmicas.
  • Ele pretende pautar cassações de deputados bolsonaristas, como Alexandre Ramagem, e declarar a perda de mandato de Eduardo Bolsonaro (Partido Liberal) por faltas.
  • A oposição vê quebra de compromisso do acordo feito durante a eleição de Motta; o cenário é de tensão entre governo e oposição.
  • Projetos-chave, como orçamento e tributos sobre apostas online e fintechs, passam a depender do novo bloco, elevando o custo de aprovação para o Planalto.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, vem buscando retomar o controle político da Casa após isolamento do governo e da oposição. Em Brasília, ele reorganizou um bloco de centro com 275 deputados para ditar a agenda de votações.

Motta rompeu com o líder do PT, Lindbergh Farias, e com o líder do PL, Sóstenes Cavalcante, após votações polêmicas. A estratégia visa ampliar seu poder para pautar, acelerar ou barrar propostas na Câmara.

A oposição vê na manobra um afastamento de compromissos anteriores. Eduardo Bolsonaro já sinalizou que a guerra está apenas começando, apontando tensões crescentes entre os blocos e o governo federal.

Novos desdobramentos

Motta pretende pautar cassações de deputados bolsonaristas, entre eles Alexandre Ramagem (PL-RJ). A intenção também envolve declarar a perda de mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por faltas excessivas, segundo apuração.

A oposição, liderada pelo PL, vê ruptura com o acordo feito durante a eleição de Motta, que previa votação de uma anistia total. A redução de pena defendida pelo governo é encarada como substituto insuficiente pelo grupo bolsonarista.

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