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Justificativa de Zambelli para renúncia do mandato é apresentada

Moraes anulou a manobra para salvar Zambelli; ela renuncia ao mandato, afirmando resistência a cassação sem provas, aguardando extradição

Deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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  • O ministro Alexandre de Moraes anulou, na quinta-feira, uma manobra da Câmara que tentava salvar Carla Zambelli no mandato e determinou a convocação do suplente.
  • A decisão foi confirmada por unanimidade pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.
  • Zambelli publicou carta aberta em que afirma renunciar ao mandato, dizendo que não foi por medo nem fraqueza.
  • Na carta, ela sustenta que houve cassação sem provas e define a renúncia como marco de resistência e defesa de princípios e instituições.
  • Zambelli está presa na Itália, após fuga do Brasil, e foi condenada a 10 anos de prisão em regime fechado por tentativa de invasão ao sistema do CNJ; aguarda decisão sobre extradição.

O ministro Alexandre de Moraes anulou, nesta semana, uma manobra da Câmara para tentar salvar Carla Zambelli. A decisão determina a convocação de suplente e aponta o fim de chances de cassação pela casa legislativa.

Carla Zambelli, deputada federal pelo PL de São Paulo, está presa na Itália após fuga do Brasil. Ela foi condenada a 10 anos de prisão em regime fechado por tentativa de invasão ao sistema do CNJ e aguarda decisão sobre extradição.

Na abertura de uma carta publicada publicamente, a parlamentar justifica a renúncia ao mandato na Câmara. Segundo ela, a decisão não decorre de medo ou fraqueza, e sim de uma interrupção do mandato sem provas para cassação.

A carta descreve a renúncia como marco de resistência, defendendo princípios, instituições e o devido processo. Zambelli afirma que mandatos passam, mas princípios são inegociáveis, e que a democracia depende do respeito às instituições.

Contexto jurídico e desdobramentos

A decisão de Moraes, unânime na Primeira Turma do STF, ocorreu após avaliação crítica da manobra da Câmara. A ordem determina que o suplente seja convocado e que não haja salvar-diretivas para manter o mandato.

A defesa da deputada já havia contestado a interpretação do tribunal sobre questões processuais ligadas ao caso. Ainda não há confirmação sobre data de extradição ou futuro retorno ao cenário político brasileiro.

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