- Em 1988, Kast era um estudante de 22 anos que apareceu na propaganda do plebiscito sobre Pinochet, representando a comunidade da Universidade Católica de Chile e ligado à UDI.
- Entre 2022 e 2024, ele liderou a rede ultraconservadora Political Network for Values e participou de cimeiras da ultradireita, como CPAC e Vox, aproximando-se de líderes como Meloni, Milei e Orbán.
- Em 2021, disputou a presidência pela primeira vez pelo Partido Republicano, defendendo redução do Estado, mudanças na política de aborto e extinção de ministérios; foi derrotado por Gabriel Boric no segundo turno.
- Nos últimos anos, afastou-se de abordar amplamente a agenda valórica, adotando discurso de “governo de emergência” com foco em segurança, crescimento econômico e controle migratório, mantendo convicções conservadoras.
- Se eleito, sua liderança enfrentará o desafio de governar sem histórico anterior de governo, com dúvidas sobre como implementará, a depender de coalizões, as posições defendidas no passado versus as novas adequações de campanha.
José Antonio Kast, figura da direita chilena, intensifica a estratégia rumo à Presidência em 2025, sem explorar abertamente uma agenda valórica. Entre 2022 e 2024, liderou a rede ultraconservadora Political Network for Values e participou de cimeiras de ultradireita globais.
Nos últimos anos, Kast manteve atuação internacional ao lado de aliados como Meloni, Milei e Orbán, além de encontros com lideranças da ultradireita na Europa e nos EUA. Em 2025, ele aposta em um plano de governo centrado em segurança, economia e controle migratório, sem priorizar o debate de valores.
Contexto histórico
Kast iniciou a vida pública aos 22 anos, durante o plebiscito de 1988 que decidiu o futuro de Pinochet, em representação à comunidade da Universidade Católica. Foi colega próximo de Jaime Guzmán, fundador da UDI, partido de oposição à transição democrática.
Trajetória política
Militou por duas décadas na UDI, atuou como vereador e deputado, mas renunciou em 2016. Em 2017 tentou chegar a La Moneda pela primeira vez, defendendo fechamento de fronteiras e educação religiosa nas escolas, mas obteve apenas 8% dos votos.
Campanhas recentes
Em 2021, já como líder do Partido Republicano, disputou a presidência pela segunda vez, obtendo 27,8% na primeira rodada e sendo derrotado por Boric no segundo turno. Em seguida, presidiu a rede que difundia pautas conservadoras até 2024.
Atuação internacional e estratégias
Kast participou de cimeiras como CPAC nos EUA e eventos da Vox na Espanha, mantendo contatos com figuras da direita mundial. Realizou encontros com Meloni, Milei e Orbán, articulando apoio internacional às suas propostas.
Rumos para 2025
Com foco em um governo de emergência, o candidato evita o debate aberto sobre questões valiosas, buscando apoio entre setores liberais e conservadores. Mantém posição contrária ao aborto em determinados cenários, sustenta defesa da vida e da família.
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