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Após apagão em SP, governo diz que Enel pode perder concessão

Nova interrupção atinge mais de dois milhões de imóveis em São Paulo; governo pode caducar a concessão da Enel e propõe agenda entre Executivo e prefeitura

Funcionários da Enel fazem manutenção em poste de energia elétrica na capital paulista – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
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  • Novo apagão em São Paulo atinge mais de dois milhões de imóveis, com tempestades e ventania como causa principal, segundo governo.
  • Ministério de Minas e Energia informou que a Enel pode perder a concessão caso não cumpra obrigações previstas na regulação.
  • O ministro Alexandre Silveira vai propor agenda com o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes para alinhar responsabilidades e atuação conjunta.
  • Governo federal busca coordenação entre órgãos públicos para gerir a crise, após pedidos de intervenção federal na empresa.
  • Crise é ampliada pelo ciclone extratropical que atingiu a região, somando críticas anteriores sobre poda de árvores e aterramento de cabos pela Enel.

O Ministério de Minas e Energia avisou neste domingo 14 que a Enel pode perder a concessão no estado de São Paulo caso não cumpra as obrigações contratuais previstas na regulação. O governo afirma que não tolerará falhas reiteradas nem interrupções prolongadas em um serviço essencial como a energia elétrica.

O anúncio ocorre após novo apagão na Grande São Paulo, que afetou mais de 2 milhões de imóveis no auge da crise. As interrupções foram provocadas por tempestades e ventania associadas a um ciclone extratropical que atingiu a região.

O governo federal propõe uma agenda com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, para alinhar responsabilidades e a atuação coordenada entre órgãos públicos. O objetivo é garantir resposta mais efetiva à crise.

Medidas do governo e consequências

Nunes havia defendido intervenção federal na concessionária, aumentando a pressão por caducidade da concessão. A pasta ressalta que a caducidade deve ocorrer apenas se houver comprovação de falhas graves na prestação do serviço.

Os impactos também alimentam críticas à Enel sobre protocolos de prevenção a desastres. A empresa é apontada por parte da população e autoridades por supostos atrasos em podas de árvores e no aterramento de cabos, acusações que a empresa já negou anteriormente.

Contexto e próximos passos

Especialistas destacam que o temporal recente agravou a vulnerabilidade de redes elétricas urbanas. O governo planeja uma coordenação mais efetiva entre estatal e fornecedores para reduzir o tempo de restabelecimento e evitar novos apagões.

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