- Governo endurece o tom contra a Enel São Paulo e sinaliza possível perda de concessão por apagão que deixou 2,2 milhões sem energia na capital e na região metropolitana.
- Do total afetado, 1,7 milhão já teve a energia restabelecida; permanecem desabastecidas 35,2 mil instalações em 24 municípios, sendo a capital a mais atingida com 24,2 mil clientes sem energia.
- O ministro Alexandre Silveira afirmou que o presidente Lula determinou rigor absoluto na fiscalização e na qualidade do serviço, sob risco de medidas legais caso haja falhas.
- O governo pretende agenda com o governador de São Paulo e com o prefeito para alinhar responsabilidades e assegurar atuação coordenada na crise.
- A Enel disse ter mobilizado 1,8 mil equipes em campo para restabelecer o serviço, atribuindo o apagão a um vendaval histórico com rajadas próximas de 100 quilômetros por hora.
O governo federal endureceu o tom contra a Enel São Paulo e já fala em perda de concessão por causa do apagão que deixou 2,2 milhões de clientes sem energia na capital e na região metropolitana. A medida foi comunicada pelo governo neste início de semana.
Na avaliação do Ministério de Minas e Energia, 35,2 mil instalações permaneciam desabastecidas em 24 municípios, com a capital concentrando o maior número de afetados, 24,2 mil unidades. O governo enfatiza a necessidade de restabelecimento rápido e seguro.
A agenda com governadores e prefeitos já foi anunciada pelo ministro Alexandre Silveira, que determinou “rigor absoluto” na fiscalização e na qualidade do serviço. A pasta sinaliza que falhas reiteradas podem levar à perda de concessão no estado.
Em que pese o discurso duro
A Enel informou ter mobilizado 1,8 mil equipes para atuar no restabelecimento, número considerado recorde pela concessionária. A fabricante atribui o apagão a vendaval histórico, com rajadas de quase 100 km/h em pontos da cidade.
Entretanto, a tensão política envolve também críticas de autoridades locais. O governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes pressionaram o governo federal, citando lentidão no serviço e pedindo ações mais firmes para a gestão da crise.
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