- Mourão afirmou que a saúde de Jair Bolsonaro é grave e pode justificar prisão domiciliar, alertando para risco real de morte súbita.
- No fim de semana, ultrassom autorizado pelo STF, feito na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, apontou duas hérnias inguinais, uma em cada lado, com recomendação de cirurgia.
- A defesa sustenta que o quadro de saúde piorou e usa isso para pedir prisão domiciliar humanitária e manter Bolsonaro fora do ambiente prisional.
- Bolsonaro permanece preso desde 22 de novembro na Polícia Federal do Distrito Federal, e o STF pediu avaliação recente para possível intervenção médica.
- Os advogados argumentam que há risco concreto de eventos graves na prisão e alegam que houve confusão mental ligada a episódios de violação da tornozeleira.
O senador Hamilton Mourão afirmou que a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro é grave e pode justificar prisão domiciliar pelo STF. Em entrevista à Folha de S Paulo, ele declarou que Bolsonaro vive no fio da navalha e pode morrer de um dia para o outro, o que reforçaria a necessidade de uma medida humanitária.
A defesa de Bolsonaro também sustenta a piora recente do quadro clínico e a incompatibilidade do regime prisional com a saúde dele. Advogados destacam comorbidades ao longo da vida pública e afirmam que o ambiente da prisão aumenta riscos de intercorrências.
No fim de semana, foi autorizado pelo STF um ultrassom realizado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O exame indicou duas hérnias inguinais, uma em cada virilha, com indicação de cirurgia como tratamento definitivo.
A defesa informou que a avaliação atualiza o quadro clínico e embasa decisões sobre eventual intervenção cirúrgica. O procedimento foi requisitado para orientar próximos passos médicos e vigilância de saúde.
Bolsonaro está preso desde 22 de novembro na PF do Distrito Federal. A decisão sobre eventual cirurgia em hospital e o tempo de recuperação dependem de avaliação clínica contínua e de novas deliberações judiciais.
A defesa alega que o agravamento da saúde demonstra incompatibilidade com o ambiente prisional. Entre as comorbidades citadas, há risco cardiovascular, exigindo acompanhamento próximo e intervenção rápida em oscilações clínicas.
Além disso, os advogados contestam a decretação da prisão preventiva que substituiu o regime domiciliar, afirmando que o risco de fuga é inexistente e destacando que houve confusão mental relacionada a episódios com a tornozeleira eletrônica.
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